Rádio 96 FM

OPINIÃO

LUAN DE BORTOLI




​Vidas em nossas mãos

Solidariedade é exemplo em Concórdia.
Adicionado em 08/11/2019 às 08:37:27

Como é bom poder ajudar o próximo. Estava pensando nisso nesta semana e por isso resolvi escrever sobre isso. Melhor ainda é poder usar o que você tem a oferecer a favor disso. No meu caso, é o meu trabalho. É pouco, mas perante o nada, já é alguma coisa.

Nos meus poucos anos de jornalismo, uma das coisas que me orgulha é exatamente poder utilizar minha profissão em prol do próximo. E venho fazendo isso ao longo de alguns anos tentando ajudar crianças e jovens a terem uma oportunidade de conquistar uma vida digna.

Nesse período, acompanhei vários casos. Foram pelo menos sete crianças com Atrofia Muscular Espinhal (AME), e outros dez casos variados. No que diz respeito à AME, depois de anos de luta, e muitas campanhas – especialmente ao caso de Bernardo, mas também aos demais –, agora, finalmente, o medicamento está disponível no SUS.

Nos outros casos, enquanto jornalista, levei aos ouvintes e internautas mais situações de famílias que precisavam de ajuda. Heitor Oliveira, vítima de tumor cerebral, Inaraí França, acometida com a doença de Lyme, Mirela Ribeiro dos Santos, que teve paralisia cerebral, Joaquim Lorenzo da Silva, que nasceu com malformação facial, ainda Brayan Pietro Alves, que também teve um tumor raro e, por fim, Anthony Carpeggiani, que sofria de duas doenças raras e infelizmente não resistiu.

Outras situações também chegaram até a nossa equipe, e mesmo não precisando de ajuda, foram acompanhadas pela comunidade. O pequeno Miguel Motterle, que levou choque e teve várias sequelas, Heloisa Slongo Sordi, que foi diagnosticada com SHU, doença parecida com a leucemia e, ainda, a pequena Lívia, que nasceu com problemas nos rins.

Enfim, foram alguns dos casos que os concordienses e a região acompanharam e, mais do que isso, ajudaram. Foram responsáveis por dar mais uma oportunidade de vida digna para eles. Não estou escrevendo este texto para autopromoção, uma vez que é minha função enquanto jornalista. Mas sim para mostrar que muitas vezes vidas estiveram em nossas mãos. E o concordiense, solidário que é, não pensou duas vezes em ajudar.

A reflexão que fica é que ajudar e ser uma pessoa boa sempre é a melhor opção. Como é bom poder saber que temos essa oportunidade de sermos cada dia melhores. Vamos continuar fazendo esse exercício. Um parabéns a todos vocês que foram fundamentais em praticamente todos estes casos supracitados.





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