Rádio 96 FM

OPINIÃO

PAULO GONÇALVES



Jornalista
Paulo Sérgio Gonçalves, radialista e jornalista. Formado em Letras Português/Inglês pela Unoesc/Joaçaba, Pós-graduado em Comunicação, Informação e Cultura pela UnC-Concórdia e formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela UnC-Concórdia.




Vendedores de mentiras

Alguns vendedores limitam-se a depreciar a imagem da empresa concorrente.
Adicionado em 21/09/2019 às 09:52:36

Eu nunca fui expert em técnicas de venda, mas, o que alguns vendedores fazem hoje em dia é estarrecedor. Recentemente, um cidadão esteve em minha casa (a princípio para pedir informações). É claro que o atendi e prestei as orientações solicitadas. Todavia, o homem que estava identificado com um crachá de uma determinada empresa iniciou uma tentativa insistente e até desagradável de vender um produto, que eu já dispunha. 

Com um discurso agressivo, a primeira técnica utilizada foi tentar me convencer de que o produto que eu já havia comprado era de qualidade duvidosa e que não serviria para a minha família, podendo causar sérias doenças, listando as mesmas, como se fosse um profundo conhecedor do assunto. Só faltou mencionar sintomas e indicar os medicamentos para tais patologias.. Educadamente, pedi ao cidadão que me desse um cartão(caso tivesse interesse) manteria contato, mas, a conversa não parou por aí. 

O vendedor insistiu em denegrir sem pudor o produto da empresa concorrente. De forma educada, pedi novamente para que me deixasse seu cartão ou folder. Naquele momento, já era um convite velado para que deixasse minha residência. Não adiantou. A conversa prosseguiu e, ao final, fui entender que aquele homem que estava depreciando a concorrente com suas palavras, sequer tinha um cartão de apresentação. 

Em síntese, desde que aquele senhor entrou em minha residência, já tinha a convicção de que não compraria o produto que ele estava vendendo. Primeiro porque já dispunha do mesmo, em segundo lugar, porque confio plenamente no material que adquiri e, em terceiro, jamais compraria qualquer produto de um vendedor que apenas se limita a depreciar a empresa concorrente, numa flagrante demonstração de falta de ética profissional e desrespeito. Por fim, em uma reflexão mais  íntima, não culpei o vendedor pelas palavras indesejáveis, culpei-me por não ter dito lá no início da conversa - obrigado, não tenho interesse em seu produto.

 





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