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EDERSON VILAS BOAS


Jornalista
Éderson Carpeggiani Villas Bôas
Jornalista formado pela UnC Concórdia em 2007
Repórter do Departamento de Jornalismo da Rádio Rural
Repórter Esportivo da Rádio Rural
Comunicador da Rádio 96 FM



Coluna de final de ano Diário do Oeste
Adicionado em 04/01/2017 às 07:57:35

Tristeza


Vamos encerrando mais um ano e é hora de fazer algumas avaliações sobre o esporte geral. Queria começar com um bom destaque mas, diante da tragédia com a Chapecoense, não tem como. Este é um ano que se a gente tivesse o poder, deveríamos riscar o dia 29 de novembro do nosso calendário. Inadmissível o que aconteceu, ainda mais por falta de combustível. Foram mais de 70 vidas ceifadas por alguns mil reais que seria gasto para reabastecer. Os sobreviventes? Esses são abençoados, tem que agradecer o resto da vida, pois não é todo dia que um avião deste porte cai e fica pra contar história. Infelizmente se perderam vidas, perdemos amigos da imprensa, que voavam para transmitir um jogo histórico e marcar nos seus currículos aquela façanha.



Emocionante



Das coberturas que já fiz durante estes mais de 20 anos, a do dia 3 de dezembro foi a mais emblemática por toda a comoção e o “peso” que se tinha sobre ela. Entrar num estádio, onde outras vezes estive, inclusive entrevistando alguns jogadores que se foram, e ver eles voltando dentro de um caixão é coisa que arrebenta qualquer coração. Observar a paixão daqueles torcedores, que mesmo diante do dilúvio que caiu em Chapecó, aguentaram firmes por mais de oito horas para receber os campeões. Diante de toda a comoção vimos repórteres consagrados se emocionarem e não teve quem não chorou. Vimos a generosidade de um povo, que foi o da Colômbia que fez o possível para amenizar o sofrimento, principalmente dos familiares. Além disso, do ato honroso do Atlético Nacional de entregar o título da Sul americana para a Chapecoense. Passo a ser mais um fã da Colômbia.


Dificuldades


Quero destacar também a dificuldade que as modalidades tiveram em termos financeiros, muito também pelo corte do repasse dos convênios feitos pela administração municipal. Os mandatários usaram um ponto na Lei, que por ser ano eleitoral, proibia de dar dinheiro para as modalidades. A maioria dos municípios fez, só Concórdia que não. Com isso, Handebol, Futebol, Futsal e outras modalidades de ponta quase ficaram com o trabalho inviabilizado. Este é um aprendizado para a administração que está assumindo de, quando chegar na época eleitoral, faz o convênio antes de iniciar o último ano de mandato.


Gigante Romani


As Olimpíadas realizadas no Brasil foram um show sim. Houve as dificuldades, mas os atletas lutaram e emocionaram. Destaque para o Futebol Masculino, Vôlei de Praia, Vôlei Masculino e o nosso Darlan Romani. O “grandão” fez bonito demais e por pouco não beliscou uma medalha. Mas pela primeira participação nos Jogos Olímpicos, o quinto lugar foi excelente. O que emocionou mesmo foi a humildade e a lembrança de Concórdia, da comunidade de Tamanduá e a afirmação que o sonho era ser motorista de ônibus. Parabéns Darlan, garoto que foi formado pelo trabalho de base em Concórdia. Uma pena que determinado momento tem que sair daqui pra ter mais oportunidades.



Avaliação I


A ACF fez um bom ano apesar das dificuldades financeiras que todos conhecem e sabem os motivos. Poderia ter ido melhor se tivesse feito uma partida melhor em Floripa. Mas a equipe da Capital tem seus méritos, pois até o título conquistou. No Estadual, Concórdia foi a equipe que mais venceu, mais marcou e sofre menos gols, mas não conquistou o título. Na Liga poderia ter ido mais longe. Acho que mais duas ou três peças experientes, pelo menos, teria ido para a fase seguinte. Agora começará 2017 com uma boa base, a titular, e uma equipe interessante. A comissão técnica que permaneceu é um trunfo para a próxima temporada.


Avaliação II


O Concórdia Atlético Clube foi um dos grandes destaques do ano. A direção formou uma equipe jovem, com alguns atletas experientes e um treinador muito bom. Não fosse um vacilo ou outro, teria subido para a elite catarinense. Foi por pouco. Montou um elenco barato, quase todos vindos por empréstimo e sem custo, sem receber dinheiro da administração municipal e quase chegou. Agora a direção, embalada pelo bom trabalho, quer fazer o Galo do Oeste cantar mais alto neste próximo ano. Um ganho é a experiência do Gilberto Coldebella, o Giba, fazendo parte da direção. Jonas Guzzatto encara mais um mandato como presidente do clube. Sorte a todos nessa jornada que está iniciando.



Avaliação III



A Associação Atlética Universitária ficou entre as quatro melhores equipes no cenário nacional. Poderia ter ficado entre os dois melhores, mas também é uma campanha digna. O clube também não recebeu recursos da prefeitura, como em outros anos, as atletas sim receberam do Bolsa Atleta. O técnico Alexandre Schneider, com isso, teve dificuldades para fazer contratações pontuais, o que faltou na fase final. O treinador falou que a equipe ficou devendo e não este bem em alguns jogos. Mesmo assim, avaliou como positiva a participação do elenco, que tinha ainda como ponto fundamental a conquista dos JASC, que não foram realizados devido ao vendaval que atingiu Tubarão no final de outubro.



Ano terrível



Este foi um ano para apagar da história do Internacional. O torcedor fez promessa, torceu, apoiou o time, mas a incompetência geral do clube culminou na queda para a Série B. Além disso, os colorados viram o rival Grêmio, conquistar com méritos e competência a Copa do Brasil. Será um ano de 2017 de chacota e corneta. De um lado os gremistas disputando a Libertadores da América e o Brasileirão. Enquanto o Inter terá a Copa do Brasil e a Série B. O pior é que os colorados não veem boas perspectivas de melhora, pois a direção do clube já anunciou que está sem grana. Preparem o terço porque o ano não será fácil.



Bom ano



Que todos possamos ter um ano glorioso. Que o esporte local continue tendo bons resultados como no Judô, Tênis de Mesa, Xadrez, Atletismo e outras modalidades que se destacam anualmente. Que não tenhamos o desprazer de ver imagens como aquelas da agressão a árbitros no Interior de Concórdia, minha ideia já passei e as finais têm que ser no Estádio Municipal. Falta “peito” da direção da FMEC em bancar isso. Quem não quiser aceitar, não participa. Que o novo superintendente, valorize ainda mais nosso esporte, pois deu uma caída nos últimos anos. Sou um amante do esporte, em qualquer modalidade que seja e espero divulgar os bons momentos aqui, neste espaço e nas ondas da Rádio Rural. Agradecendo em especial minha família por entender a correria do dia a dia. Feliz e abençoado 2017 pra todos nós.

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