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EDERSON VILAS BOAS


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Éderson Carpeggiani Villas Bôas
Jornalista formado pela UnC Concórdia em 2007
Repórter do Departamento de Jornalismo da Rádio Rural
Repórter Esportivo da Rádio Rural
Comunicador da Rádio 96 FM



Demissão e contratação. Vilão e Herói!!
Adicionado em 13/03/2018 às 09:19:22

Infelizmente, no mundo do esporte, a vida é feita de resultado. Ou o julgamento de pessoas é feita através deles. Se transforma uma pessoa em vilão, na mesma proporção em que o transformou em herói. No ano passado o Galo do Oeste estava lanterna da Segundona e, sem perspectiva de subir, chamou um tal de Mauro Ovelha para treiná-lo. Pois, o treinador fez uma campanha quase invicta e conquistou o título de Campeão da Série B e o tão sonhado acesso para a Série A. Mauro Ovelha foi ovacionado, teve aquele até, empolgado, que disse que tinha que construir uma estátua na entrada do estádio, fazendo uma alusão ao pedido de Renato Gaúcho quando da conquista da Copa do Brasil em 2016 e Libertadores em 2017.

Passado alguns meses, o mesmo treinador saiu do Concórdia como vilão, pela péssima campanha ao qual o clube se encontra na competição. O torcedor o escolheu como tal. Pediu para que saísse, o xingou na arquibancada. Pois bem, é de direito que ele o faça, pois paga ingresso. Só esqueceu que Mauro Ovelha faz parte da história do futebol de Concórdia, talvez hoje o maior nome. Mesmo assim, saiu pela porta de trás. Demitido. A direção quis criar o “algo novo”, mexer com o grupo. Tomara que consiga. Torço pra isso. Não vou ser hipócrita e pensar contra.

Agora vem a dúvida. Esse mesmo torcedor vai aplaudir ou vaiar em caso de nova derrota ou resultado ruim? Aí se perder (e eu torço pra que isso não aconteça), a culpa seria mesmo do Mauro Ovelha? Não seria do grupo de atletas? Porque o elenco precisa de uma mudança de técnico pra buscar incentivo. Deveria ele, o jogador, saber que o incentivo tem de existir já por ele receber em dia, por ter saúde, por entrar em campo, enquanto tem pessoas não podendo caminhar, sem saúde, hospitalizada. Isso é incentivo. E não a mudança de um treinador para o deixar feliz. Quem não estiver contente, pede pra sair.

Aliás, deveria a direção ir até o vestiário e pedir quem são os “machões” que saem na noite, fazem festa, som alto em apartamento até altas horas em vez de descansar? Os “machões” que depois de levar 5 a 2 do Criciúma, fez festinha em apartamento. Esses deveriam ser “machões” e, perante ao grupo, primeiro pedir desculpas e depois pedir pra sair. Isso que eu escrevo é duro. Mas os atletas deveriam colocar a mão na consciência e saber que um pai de família foi demitido por causa deles. Não somente por, mas em grande parcela por. Afirmo que não sou próximo do Mauro Ovelha, pouco conversava com o mesmo, somente profissionalmente e nos treinos, mas claro que, como concordiense, o respeito pela história que construiu aqui.

Agora, vamos falar em contratação. Se fosse pra apostar, eu apostaria em Agenor Piccinin para substituir Mauro Ovelha. E, se bem conheço Piccinin, se fosse ele, esse viria colocar ordem no vestiário e ai daquele que fizesse marra. Teria algum pegando o boné e saindo pelo portão de trás do estádio com a malinha nas mãos.

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