Rádio 96 FM

OPINIÃO

EDERSON VILAS BOAS



Jornalista
Éderson Carpeggiani Villas Bôas
Jornalista formado pela UnC Concórdia em 2007
Repórter do Departamento de Jornalismo da Rádio Rural
Repórter Esportivo da Rádio Rural
Comunicador da Rádio 96 FM




​Qual o valor de uma vida? Me parece que quase nada!

Ingra, vítima de tentativa de feminicídio luta contra a morte na CTI do HSF.
Adicionado em 06/02/2020 às 07:13:21

Estava bolando um texto para escrever sobre a fase do Concórdia e a mudança de treinador nesta semana. Mas o momento é tão, terrivelmente, desolador, pelo trágico acontecimento nesta semana, no centro de Concórdia, que não tinha como não escrever.

Deixo claro que não quero aqui fazer julgamentos, até porque não convivia com nenhuma das partes envolvidas e não sei o que vinha acontecendo. Mesmo assim, se tivesse algum problema, nada justifica tamanha brutalidade contra um ser humano.

Fico imaginando, tentando refazer o caminho de Ingra, naquela fatídica terça-feira. Penso como deve ter sido. Acordar de manhã, ver que está tudo bem, agradecer a Deus por mais um dia de vida, observar os filhos, beijá-los e desejar para ambos “um bom dia”. Socializar com o cérebro a necessidade de vencer mais um dia, em todos os sentidos. Sair para o trabalho e ao final do dia se reunir com as amigas e a filha.

Até aí tudo bem, porque nenhum de nós, muito menos ela, haja vista os problemas diários, imaginaria que alguém tentaria usurpar sua vida, usando de uma arma e desferindo mais de 20 golpes. Pois isso aconteceu! Na frente da filha, uma criança de seis anos que suplicava para que o acusado parasse.

Aí eu fico pensando: “Quanto vale uma vida”? Para quem tenta tirar a vida de outro, não deve valer nada. Mas para Ingra vale muito. Tanto que ela está lutando com todas as forças para recuperá-la e voltar ao convívio da família. E milhares de pessoas, mesmo sem conhecê-la estão torcendo por ela. E usando a hashtag “Força Ingra”.

É inadmissível ver casos como estes. Saber que se tenta tirar a vida por coisas tão banais. Difícil saber o que passa na cabeça de uma pessoa quando comete este tipo de crime. Porque tamanho ódio?

Ingra é uma mãe que agora luta para viver. E cada minuto que consegue respirar, mesmo que ligada a aparelhos, é uma vitória.

E cremos nós que o final será feliz.





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