Rádio 96 FM

OPINIÃO

SIMONE VIEIRA



Jornalista
Formada em Comunicação Social - Radialismo (Unoesc/Joaçaba). Formada em Jornalismo (UnC/Concórdia). Pós-Graduada em Análise, Escritura e Reescritura Textual (URI/Erechim). Pós-graduada em Marketing e Vendas pela FACC. Formada em Direito pela FACC.




Fim de ano e os altos índices de suicídios

Emoções nocivas crônicas podem desencadear vários problemas
Adicionado em 11/12/2019 às 16:39:40

As festas de fim de ano podem reabrir feridas emocionais em muitas pessoas. A morte de familiares, a dor da ausência, separações conjugais, filhos que não ligam para os pais, relações difíceis com familiares, dívidas, frustrações, entre vários outros problemas. 

Aos fins de ano aumentam as tentativas de suicídio, pessoas que não suportam mais conviver com a dor, com a rejeição, com a falta de esperança, a falta de prazer em viver. A Depressão é uma doença que afeta o Sistema Nervoso Central. Assim como se trata com medicamentos quando se tem um problema no fígado, uma doença renal, estomacal, essa doença, porque é assim que deve ser tratada, uma patologia, também deve ser tratada com medicamentos em muitos casos e psicoterapia. 

Conforme, Marcos Krahl Junior, Presidente da CVV Concórdia, pelo número de habitantes e de acordo com matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, Concórdia está entre as 5 cidades com o maior número de suicídios entre 2007 e 2011, juntamente com Tabatinga (AM), Venâncio Aires (RS), Canguçu (RS) e Lajeado (RS). Pelos Dados do DataSUS, IBGE e OMS, foram 55 casos de suicídios neste período. 

Em 2012, a média nacional de suicídios foi de 5 suicídios para cada 100 mil habitantes, Concórdia foi de 24. Dados de 2013, mostram que o número foi de 16 suicídios.  
Sem contar as tentativas. Por isso vale, o respeito, a empatia, a compaixão pela dor sentida pelo ser humano que está passando por transtornos emocionais e pelos familiares que perderam seus entes queridos sem encontrar uma resposta lógica para a ação de quem não conseguiu vencer sua própria dor. 

A falta de inteligência emocional, afinal não fomos educados para saber lidar com as emoções, pode desencadear vários transtornos. E não saber lidar com emoções nocivas e crônicas pode levar o paciente a querer acabar com a dor, repito, o paciente não suporta conviver com a DOR, os gatilhos emocionais que despertam os piores sentimentos. 

Conforme, Flávia Barbosa de Oliveira, Terapeuta Ocupacional do CAPS, Voluntária e Membro da Comissão da Comunicação do Centro de Valorização da Vida de Concórdia (CVV) nessa época do ano aumentam muito as ligações para a entidade.  “Muitas pessoas ligam pro CVV porque têm dificuldades de se relacionar com a família. É a solidão, ou mesmo morando com alguém se sentem sozinho, não são compreendidos, acolhidos, eles ligam pra desabafar, desde adolescente até idoso”.

Aí você pensa que são somente essas pessoas com problemas que ligam no 188 para o CVV? Não! Conforme Flávia, existem pessoas que ligam para agradecer quando foram ouvidas, pessoas que ligam pra contar algo maravilhoso que aconteceu em suas vidas mas não tem com quem dividir ou alguém de confiança para contar. 

Assim, escrevo essa coluna pra conversar com você, se estiver nessa situação, faça quantas ligações forem necessárias para o Número 188. A ligação é gratuita, sigilosa, você pode ser atendido por qualquer voluntário do Brasil no CVV. Você não será julgado, será ouvido, por alguém que terá empatia pela sua dor. Falar ajuda, falar divide a dor, torna o fardo menos pesado. 

Em breve estaremos trazendo informações sobre um Grupo de Apoio ao Sobrevivente do Suicídio, você que já tentou tirar a própria vida ou você que já vivenciou em sua família casos parecidos. 

Foto: Pixabay





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