Rádio 96 FM

OPINIÃO

SIMONE VIEIRA



Jornalista
Formada em Comunicação Social - Radialismo (Unoesc/Joaçaba). Formada em Jornalismo (UnC/Concórdia). Pós-Graduada em Análise, Escritura e Reescritura Textual (URI/Erechim). Pós-graduada em Marketing e Vendas pela FACC. Formada em Direito pela FACC.




Redes sociais e a manipulação de consumo

Consumidor deve ter filtro crítico
Adicionado em 15/01/2020 às 16:07:56

As redes sociais estão influenciando cada vez mais o comportamento, autoimagem e percepção dos acontecimentos dos consumidores. Para o filósofo e escritor, Fabiano de Abreu, muitos usuários tentam vender uma vida perfeita que supostamente levam. “A tendência é que as redes sociais engulam as pessoas, em especial pela característica de controle e influência onde modas temporárias de vestimenta, consumo e comportamento se tornam referência mundial rapidamente”, analisa.  
 
Um exemplo é o número cada vez maior de digital influencer que surgem.  “Sofremos devido ao bombardeamento de propagandas de empresas que nos conhecem extremamente bem. Eles possuem todos os nossos dados e com os nossos desejos em mãos, nos oferecem constantemente, mais e mais opções para que possamos comprar, comprar e comprar”, aponta Fabiano de Abreu.

Com a alta estimulação de consumo, muitas pessoas, principalmente adolescentes se sentem frustrados por não conseguirem acompanhar as tendências e consequentemente ter a sensação de pertencimento. 

Um exemplo é a moda. As chamadas fast-fashion padronizam os gostos. Muitas pessoas não param para analisar se o que consomem é resultado de sua personalidade. E não é apenas o consumismo de bens que as redes podem influenciar. De acordo com Fabiano de Abreu, músicas também podem seguir a mesma lógica. “Hoje em dia existem os hits comerciais que viram sucesso em questão de minutos, basta encaminhar em massa para aplicativos de mensagens ou redes sociais. Passamos a viver como se todos tivessem que cantar e escutar os mesmos estilos musicais para pertencer a um grupo”, aponta.

Muitas campanhas são tão sutis que é difícil perceber a manipulação e os objetivos por trás dos conteúdos disseminados. Nessas horas vale a aplicação de um filtro crítico, o benefício da dúvida para não se ver contaminado por materiais que circulam pelas diversas plataformas de comunicação. 

Créditos: MF Press Global 
Foto: Pixabay





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