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Colombo é citado em delação da JBS, mas nega acusações
Delator disse repassou R$ 10 milhões para o governador.


Por Luan de Bortoli
Em 19/05/2017 - 16h48 - Atualizada em 20/05/2017 - 22:19



O governador Raimundo Colombo (PSD) e o secretário da Fazenda, Antônio Marcos Gavazzoni, teriam recebido ao menos R$ 10 milhões da empresa JBS, segundo diretor da empresa, Ricardo Saud, em acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) na Operação Lava-Jato. Na delação, realizada em maio deste ano, o executivo conta que os valores, considerados pela PGR como propina, foram para a campanha de 2014 . A empresa teria intenção de comprar a Casan através de um braço de construção civil da gigante do setor alimentício. Encontros entre Joesley Batista, sócio da JBS, e o governador teriam ocorrido em meados de 2013, mesmo ano que em que houve a compra da Seara.

Em delação realizada em 5 de maio deste ano para procuradores da Lava-Jato, Ricardo Saud afirma que a JBS teria se aproximado do governo de Santa Catarina em 2013, durante o processo de venda da Seara. Naquele ano, a empresa de alimentos foi vendida por R$ 5,8 bilhões para o grupo JBS. 

— Criou-se uma intimidade com o secretário Gavazzoni nessa época. Ele disse que eles iam disputar uma eleição com Dario Berger e Paulo Bauer e que estavam precisando de recurso. Eu disse: 'vocês estão no poder, com a máquina na mão e ainda querem recurso?' Mas ainda assim convidamos eles para um jantar na casa do Joesley, em São Paulo, mais ou menos em junho ou julho daquele ano. Foram Raimundo Colombo, alguns assessores que não lembro o nome e o secretário Gavazzoni — conta Ricardo Saud.

Segundo o delator, a JBS teria intenção de criar uma construtora para investir no setor de saneamento. A Casan estava entre os objetivos da JBS e por isso diretores da empresa teriam entregado "R$10 milhões em propina" para apoiar Raimundo Colombo na eleição de 2014 e conseguir "facilidades na licitação" da companhia de saneamento.

— Olhei pro Joesley, olhei por governador, os dois balançaram a cabeça, assentindo. Chegamos a um número de R$ 10 milhões. Nós pagamos R$ 8 milhões dessa propina dissimulada em forma de pagamento no PSD nacional carimbado pra candidatura do Raimundo Colombo e R$ 2 milhões foi pago em dinheiro vivo lá em Florianópolis mesmo. Eu não posso afirmar se foi o Gavazzoni quem buscou o dinheiro ou se foi um mensageiro dele, mas o dinheiro foi entregue num supermercado que nos ajudou sem saber de nada, pagando em espécie como se fosse uma nota fiscal nossa de R$ 2 milhões.

Ricardo Saud menciona que o pagamento de R$ 2 milhões ocorreu no supermercado Angeloni, pelo diretor-presidente da rede catarinense de supermercados, Augusto Fretta, mas diz que o empresário não sabia que o pagamento era ilícito.  

Na prestação de contas declarada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Colombo recebeu nas eleições de 2014 R$ 3.482.307,47 da JBS S/A e da Seara Alimentos, o que representa 27% do valor total das doações de campanha (R$ 12.686.824,52). Os repasses foram feitos via Direção Estadual ou Distrital do partido.

Versão de Colombo

Em nota, a assessoria do governo negou as acusações e disse que todas as doações estão registradas, leia:

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, contesta com veemência as declarações feitas pelo delator da JBS sobre doações relativas à campanha eleitoral de 2014.

Ressalta que a empresa, conforme a legislação eleitoral vigente, fez doações ao diretório nacional do PSD, que repassou para a campanha do partido em Santa Catarina.

A doação feita pela JBS foi dentro da legislação eleitoral de forma oficial na conta bancária do partido e está registrada na prestação de contas apresentada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Confira o vídeo:


Fonte: DC




02 COMENTÁRIOS - Deixe também o seu Comentário



sergio polina comentou em 20/05/2017 as 12:04:40

e agora, acreditar em quem? Nós que temos que pagar rigorosamente os impostos, se chegar a data de pagamento e não o fizermos a multa já é de 20 %, alias que é a maior multa imposta, pois o comercio normalmente cobra 2% de multa quando um cliente atrasa suas contas, eta Brasil.
PAULO comentou em 19/05/2017 as 21:38:38

Alguém ja viu um ladrão assumir de foto o delito



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