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Caminhoneiros aguardam decisão para definir novo protesto
Movimento, que inicialmente não será greve, deve chegar a Concórdia.


Por Luan de Bortoli
Em 06/12/2018 - 07h59 - Atualizada em 06/12/2018 - 16:15


Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

Caminhoneiros autônomos começam a organizar por meio de grupos de WhatsApp um novo protesto da categoria contra o descumprimento do piso mínimo do frete. O movimento está previsto para 22 de janeiro, dois dias depois de reunião que deve ocorrer na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o reajuste da tabela.

Entre as principais razões para o descontentamento da classe está o fato de que a maioria das empresas estão descumprido o acordo do tabelamento mínimo do frete, criado pelo governo Michel Temer em maio. Liderança da categoria para Concórdia e região, Charles Vivan explica que até 20 de janeiro, eles vão aguardar um posicionamento do governo.

“Estamos aguardando a transição do governo. Havia a tentativa de negociação com eles até mesmo antes das eleições. Então temos as lideranças que estão em brasília, para essa questão da fiscalização [do piso mínimo do frete] e para que a tabela não seja extinta, como a bancada ruralista quer. Então vamos esperar o governo assumir, a primeira semana, a segunda semana, pra ver como vai ficar. E até dia 20 a ANTT tem que fazer a divulgação do preço mínimo do frete novamente”, explica Charles.

O protesto, que seria apenas uma fiscalização com parada de alguns caminhoneiros e não uma greve, deve chegar a Concórdia. Mas não se descarta um protesto mais forte para o futuro. “Na verdade estamos conversando não uma paralisação, mas uma fiscalização, que foi o que aconteceu em catalão há pouco tempo, para quem estiver dentro do piso mínimo, seguir viagem, e quem estiver abaixo ter uma regularização do frete, junto com a ANTT. Se surtir o efeito, beleza, senão podemos conversar sobre uma paralisação. Não tá descartado fazer essa fiscalização na nossa região”, destaca.

A Confederação Nacional de Transportes Autônomos (CNTA) afirmou desconhecer a paralisação. Procurada, a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) informou que ‘não apoia qualquer nova paralisação da categoria no atual momento’. 



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