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Em 1º entrevista, mãe de Miguel conta como está recuperação e comemora chance de reabilitação
Miguel, de cinco anos, levou choque enquanto brincava no apartamento do pai.


Por Luan de Bortoli
Em 14/03/2019 - 06h59 - Atualizada em 15/03/2019 - 07:32


Foto: Arquivo Pessoal

Quem olha para Mariana Motterle, não imagina que há menos de um mês ela passou por um grande drama. No dia 16 de fevereiro, o filho, Miguel, de cinco anos, brincava na sacada de um apartamento e acabou entrando em contato com a rede elétrica, levando um choque. Hoje, o espírito dela é de otimismo e de total entrega para a recuperação do menino, que vem de uma melhora superior do que a equipe médica esperava.

Serena e firme, Mariana falou pela primeira vez abertamente sobre o acidente que aconteceu com o filho à imprensa. O semblante até pode ser de cansaço, mas o sentimento é de confiança. A rotina dela tem sido toda voltada ao filho. Ela passa o dia correndo em busca de resolver várias situações ligadas ao pequeno.

À reportagem das rádios Rural e 96, ela contou como foi o momento do choque, a sensação da família nos instantes depois, a recuperação de Miguel até a esperança que surgiu de última hora, que é o tratamento no Hospital Sarah, especializado em reabilitação, em Brasília.

Acidente

“Ele estava na sacada do prédio do pai dele. Ele tinha uma caneta, dessas artesanais, enroladas com fio de cobre. E ele desenrolou esse fio de cobre, e ele estava brincando. E ele foi na sacada brincar de pescar. Na primeira vez que ele jogou o fio, encostou na rede de alta-tensão,  encostou, e já caiu para trás. Foi instantâneo. Entrou na mão direita e saiu no dedo do pé esquerdo”.

Reação da família

“A madrasta dele já ligou, dois minutos depois, mandou descer, que ele tinha levado um choque. Quando comecei a subir as escadas, desmaiei e só lembro dele descendo. Aí fui para o hospital e a gente ficou 25 minutos de espera, aqueles 25 que ele ficou lutando para viver [Miguel ficou este tempo em parada cardíaca]”.

Recuperação

“Ele tá surpreendendo a gente. Ele tá vivo, é uma surpresa. E ver ele abrir o olho, piscar, sorrir, fazendo os movimentos com os pés, alegra nosso coração. É como um bebê de 24 dias, ele dorme. Ele já fica durante o dia acordado. Ele já diferencia o que é dia e noite. No começo ele mordia o lábio, e não tinha a noção do que era soltar. Hoje em dia, ele já morde e já solta. Mas ele não fala, ele tenta falar. Ele tem reações. Como? A gente não sabe, porque o resultado do exame é assustador [exames médicos indicavam situação complicada para a parte neurológica]”.

“De quarta-feira para cá, nos últimos dois três dias, ele tem ficado o dia todo ligado. Ele tem feito o cochilo de meio-dia, porque a fisio cansa, depois aí pelas 08 horas, ele dorme toda a noite”.

Tratamento 

“Ele tem atendimento dentro do hospital, que é a fisio respiratória, motora. Mas a gente sabe que, como é um caso neurológico, precisa de um outro atendimento. Hoje, fora a fisio do hospital, a gente tem a Daiane, que é fisioterapeuta, que está atendendo ele, que a gente conseguiu a autorização. Além do atendimento do hospital, tem ela. Ver ele fora da cama, na bola [fazendo fisioterapia]… ver ele vivo”.

“Ele movimenta os olhinhos, ele sorriu pra vovó. Na sexta, eu estava angustiada, porque é doloroso, pensar ‘será que vou ver ele sorrir?’ Ai no sábado recebo o vídeo de ele rindo”.

Alta hospitalar e adaptação da casa

“A princípio, ele iria ainda na sexta-feira, passada. Estava tudo se encaminhando. Aí ele começou a fazer febre. Aí ele começou tratamento com antibiótico. O médico fez um monte de exames para ver se era bactéria, mas deu tudo certo. Ele só precisa terminar o tratamento, tem nove dias ainda, aí ele vai estar de alta”.

“A gente está se virando, a cama hospitalar [para a casa], o hospital cedeu. O colchão piramidal, alguns amigos fizeram vaquinha e deram para ele. Nebulizador a gente tinha. O aspirador a mãe de uma criança que necessitava e veio a falecer, doou pra gente. A prefeitura, a secretaria de saúde nos ajuda”.

Ajuda

“A princípio, a gente fez uma continha para ele. Essa ajuda dos depósitos é para as órteses, das mãos e pés, que é para imobilizar. Porque com a lesão dele, tende a entortar as mãos para dentro, ficar rígidas. Com a órtese ele fica com a mão aberta. Já tem quase R$ 1800,00. O dinheiro da rifa, que a dinda Fernanda que organizou, a gente vai usar para tratamentos de fisio, fono, terapia ocupacional”.

Banco Sicoob Crediauc – 756
Agência: 0001
Poupança: 62.912.515-5
CPF: 140.999.949-10

Esperança

“A gente não sabe direito. O neurologista foi avaliar ele. Aí perguntou: ‘vocês estão se preparando para ir para o Sarah?’ Não tinha ideia do que era, aí passei a noite toda procurando. [é um hospital público em Brasília, especializado em reabilitação de crianças e adultos]. É tudo novo, mas é uma luz no fi do túnel. O neuro falou assim: ‘se tem uma chance de recuperação, é lá’. Ele deixou um encaminhamento, assim que tiver alta para ir na secretaria de saúde, pegar documento, e ele preencher. Até se outras pessoas tiveram informações de como funciona o hospital, que tem conhecidos, a gente gostaria de saber”.

Fio de cobre utilizado por Miguel que acabou causando o choque

Sacada onde ocorreu o acidente com Miguel




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