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Indústria da construção não pode parar, defende FIESC

Entidade enviou ofício ao governador.

Por Marcos Feijó
24/03/2020 às 14h12 | Atualizada em 24/03/2020 - 18h54


A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) defende que as regras de funcionamento da indústria do estado, regulamentadas pelo decreto 525 do governo catarinense, publicado na noite de segunda-feira (23), também sejam aplicadas ao setor da construção civil. O decreto 525, que traz uma série de medidas de isolamento social e prorroga o estado de calamidade pública até 31 de março, não permite a continuidade das atividades da construção, ao contrário dos demais setores não-essenciais da indústria, que podem atuar com até 50% dos trabalhadores.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, lembra que em Santa Catarina a construção civil emprega cerca de 100 mil trabalhadores diretos e que a cadeia é complexa, com participação de muitas pequenas empresas. “Especialmente as pequenas poderão ter a situação irremediavelmente comprometida, caso essa interpretação não seja revertida”, afirma.

Aguiar lembra que trata-se de um setor intensivo em número de trabalhadores e que pode contribuir muito com o Brasil, principalmente na geração de renda para as famílias, depois que o pico da pandemia do coronavírus passar. Mas se não mantiver um nível mínimo da atividade agora, parte das empresas pode quebrar. “Cabe destacar, que por sua natureza, os canteiros de obra, por exemplo, já dispõem de um ambiente arejado e as atividades permitem uma distância segura entre os trabalhadores. Isso é inerente à atividade, onde a maior parte dos trabalhadores são mais jovens e são menos vulneráveis. Além disso, já está no protocolo de segurança das empresas o uso de equipamentos de proteção para os profissionais, como luvas, óculos e máscaras, por exemplo”, lembra.

Segurança dos trabalhadores: No ofício, a FIESC reforça que serão adotadas medidas rígidas de prevenção contra à COVID-19. Inclusive, o setor tem sistema de saúde adequado para apoio aos trabalhadores, por meio do SESI e do Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci). O setor se compromete ainda em seguir as medidas das autoridades de saúde.

Fonte: Assessoria





04 COMENTÁRIOS - Deixe também o seu Comentário



Rodrigo Stain comentou em 24/03/2020 as 15:30:10
Por favor senhor Mario Cezar de Aguiar, leia um pouco de notícias e não somente o que recebe no WhatsApp, veja vídeos la da Itália, França e outros países, aonde a medicina é de primeiro mundo e não estão dando conta, veja lá pilhas de pessoas em respiradouros, pilhas de caixões e de caixinhas com as cinzas dentro dos mortos cremados, e outros apodrecendo nos caixões porque não tem crematórios suficiente, lá também tinha os que acharam que era exagero e vejam como estão agora.



Rodrigo Stain comentou em 24/03/2020 as 15:35:53
Senhor Mario Cezar de Aguiar fala em 100 mil trabalhadores diretos em SC, mas isso é espalhado em centenas ou milhares de empresas e a loja de departamentos que tem 22 mil funcionários parados, lá um só dono, dai esse que tem que pagar sozinho os 22 mil empregados, dai pra esse não tem campanha nenhuma para não fechar as portas. Fala em uma cadeia complexa com participação de muitas pequenas empresas, as pequenas estão fechadas, experimente ligar para comprar um pacote de pregos pra ver se dá.



Rodrigo Stain comentou em 24/03/2020 as 15:46:31
Viu senhor Mario Cezar de Aguiar, o que estava sendo construído pode esperar, tudo pode esperar, somente a ganância é que não esta podendo esperar né? Dizer que os canteiros de obra, por exemplo, já dispõem de um ambiente arejado seria uma questão para não haver contaminação é uma bobagem, com os funcionários na obra, os escritórios também vão ter que funcionar, dai lá é local fechado, muita gente junta, dai engenheiros na obra e no escritório, levando o vírus de um lado para outro.



Rodrigo Stain comentou em 24/03/2020 as 15:49:56
Aqui de novo vamos precisar que seja pesado no bolso do brasileiro para respeitar a lei do isolamento social, na frança por exemplo é necessário uma nova autorização diariamente para poder sair na rua, caso contrário a polícia aborda e aplicam uma multa 135 Euros, ou seja: R$ 744,26 - estamos seguindo aqui exemplo do que alguns países fizeram, mesmo que tarde, mas que gerou algum resultado para frear a contaminação, a China foi um exemplo, então porque não respeitar uns dias para ver se melhora.




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