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Agropecuária

​Em menos de dois meses, preço do suíno pago ao produtor tem cinco aumentos

Valor pago ao produtor já está em R$ 4,70, preço histórico.

Por Luan de Bortoli
02/09/2020 às 06h15


O bom momento por que passa o agronegócio no Brasil continua. Em especial na suinocultura, que praticamente não sente os reflexos da pandemia do novo coronavírus, que afeta diversos setores do país. Nesta semana, o preço do quilo do suíno pago ao produtor integrado teve um novo reajuste de dez centavos, confirmou a Cooper Central Aurora.

O novo valor passou a valer na segunda-feira, dia 31 de agosto. Agora, o produtor recebe R$ 4,70 pelo quilo do suíno, o maior valor já pago na história do setor. Os demais frigoríficos deverão reajustar os preços nos próximos dias. Apesar das altas, BRF e JBS ainda pagam um valor abaixo deste anunciado pela Cooper Central Aurora.

Com este aumento praticado nesta semana, os reajustes no preço do quilo do suíno pago ao produtor já somam cinco altas em menos de dois meses, algo raro nos últimos anos. Conforme a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), são 50 centavos de aumento desde o início de julho, quando o preço era de R$ 4,20, o que confirma a boa fase que vive a suinocultura.

As negociações de suínos no mercado independente também vivem um bom momento. Desde julho, o valor vem tendo altas históricas. Naquele mês, chegou a R$ 6,00 pela primeira vez. E agora em agosto, o valor já supera o R$ 7,00. Na semana passada, a cotação chegou, conforme o site da ACCS, a R$ 7,44, um aumento de 21 centavos em relação ao valor anterior.

Em recente entrevista à emissora, o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, disse que o setor permanece vivo mesmo em meio à crise e um dos pilares da economia do Brasil. Ele também elencou motivos como o aumento da demanda de mercados externos e o retorno gradual das atividades, como restaurantes, que consomem o produto, como justificativas das altas nos preços.





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