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Regional de Concórdia começa a se organizar para retorno das aulas

Escolas terão que fazer mapeamento de alunos que precisam de reforço.

Por Luan de Bortoli
10/09/2020 às 13h30 | Atualizada em 11/09/2020 - 06h01


A regional de educação de Concórdia começa agora a trabalhar na retomada das aulas presenciais, após o anúncio da secretaria de estado de educação anunciar o Plano Estadual de Contingência para a Educação (PlanCon) para as redes de ensino estadual e municipal, feito na quarta-feira, dia 09, com anúncio de provável retorno para dia 13 de outubro em etapas.

Conforme a supervisora da superintendência regional de educação de Concórdia, Keila Sabadin Presotto, a prioridade agora será o treinamento e capacitação dos profissionais escolares para receber os alunos nesta nova circunstância. Ao lado disso, outra prioridade é a elaboração do Plano Municipal de Contingência, que é uma determinação do Estado, envolvendo escolas e município.

“O governo, junto com outras entidades, elaborou o plano. Aí, nós precisamos, agora, estar encaminhando nossos planos de contingência municipais. Cada município vai considerar suas particularidades, aí em contexto municipal criar seu plano. Aí, cada escola também terá de observar sua realidade e fazer esse plano. Precisamos também capacitar todos os profissionais, para que a gente saiba identificar algumas coisas na escola, e que a gente consiga seguir todo o protocolo”.

Keila disse, em entrevista à Rádio Rural, que a volta dos alunos seguirá a orientação do estado, direcionado a alunos que precisam de reforço de conteúdo do material que foi ministrado anteriormente de forma remota, em um novo modelo não tradicional. “As aulas não serão como eram em março, matemática, química, português, biologia. Será por áreas de conhecimento, linguagens, ciências humanas, ciências da natureza, matemáticas e suas tecnologias. Será num contexto social”.

Conforme o anúncio do governo, o retorno será, inicialmente, para alunos do ensino médio, começando pelo terceiro ano e, aos poucos, as demais séries. Não há, porém, até o momento, uma definição quanto aos anos iniciais, dos alunos mais novos. A tendência, conforme Keila disse na entrevista, é que eles terminem o ano letivo de forma remota, como é feito desde março.

“A gente consegue entender pelo contexto da saúde que se começa pelos alunos maiores porque os cuidados é melhor para os maiores. Por isso as universidades já voltaram. Quanto aos menores e educação infantil, percebo que, tecnicamente falando, uma dificuldade maior em função do cumprimento desses protocolos. A gente entende que os mais jovens são os que mais estão sofrendo em função de ficar sozinhos às vezes, as famílias tiveram que se reorganizar. Porém, a gente sabe que nesse contexto, eu acredito, essas crianças continuarão em suas casas até terminar o ano letivo de 2020”.

Mapeamento de alunos

As diretrizes divulgadas pela Secretaria de Estado da Educação estabelecem que as escolas deverão fazer o mapeamento dos alunos que poderão voltar presencialmente à sala de aula. O texto cita o mapeamento daqueles que não apresentam condições de retorno e também dos estudantes que não tiveram acesso às atividades remotas ou que não conseguiram cumprir as atividades propostas.

Separadamente, a diretriz aponta que as unidades de ensino devem fazer um acompanhamento diferenciado com os alunos da educação especial. Os familiares devem ser consultados em busca de uma decisão sobre o retorno ou não destes alunos, conforme informou a NSC em reportagem nesta quarta-feira.

Conforme o documento da secretaria, as escolas deverão “definir os grupos que serão atendidos presencialmente com prioridade, observando que os critérios devem ser validados preferencialmente em diálogo com as comunidades escolares”.

Em relação às atividades à distância que vêm sendo feitas durante a pandemia, a retomada prevista para o mês que vem não irá mudar nada. O ensino em casa vai continuar até o retorno total das atividades presenciais, e até mesmo os alunos que vão voltar nos primeiros grupos ainda devem ser estimulados a seguir com as atividades remotas.

Controle também no transporte escolar

Para os alunos que vão voltar a ter atividades presenciais, existem também diretrizes no transporte escolar. Conforme o documento da Secretaria de Estado da Educação, em todos os veículos deve ser respeitado o espaço de um assento entre cada pessoa. Nos ônibus escolares é proibido que passageiros fiquem em pé, e os assentos devem ser marcados e repetidos todos os dias pelos mesmos estudantes.

As recomendações envolvem também o distanciamento de 1,5 metro no embarque e desembarque, o uso de álcool gel e a limpeza constante dos veículos.





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