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Entidades recomendam não retorno de aulas em 2020; prefeitos da Amauc vão debater assunto

Fecam e Undime divulgaram documento de seis páginas com justificativas para recomendação.

Por Luan de Bortoli
16/09/2020 às 06h14 | Atualizada em 16/09/2020 - 15h18


A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – seccional de Santa Catarina (Undime) - divulgaram uma nota conjunta nesta semana dando uma posição oficial em forma de recomendação às prefeituras de Santa Catarina para que não adotem o retorno das aulas presenciais em 2020.

O documento de seis páginas elenca pelo menos seis itens que justificam o entendimento adotado pelas duas entidades. Elas começam a nota dizendo que é preciso pensar tanto na saúde quanto na qualidade de ensino no momento da decisão de retorno, com a função de zelar pelo direito à vida e à segurança de sua comunidade escolar, além da garantia da qualidade da oferta de ensino.

A nota também diz que a decisão leva em conta a necessidade de que as prefeituras precisam se adequar ao Plano de Contingência de Educação, divulgado pelo Estado na última semana. Conhecer todos os detalhes do documento e capacitar profissionais pode levar bastante tempo, conforme a nota, tendo em vista que falta pouco tempo para o fim do ano letivo, ou seja, não haveria tempo hábil para isso.

Os órgãos destacam ainda que as redes municipais somente trabalham com alunos de ensino fundamental e anos iniciais, que devem demorar mais tempo para retornar do que os estudantes de Ensino Médio, o que faria com que restasse ainda menos tempo de ensino presencial. Também leva em conta o tempo de adaptação dos alunos, depois de meses com aulas em casa, a uma nova rotina de ensino presencial, diferente daquela anterior.

Outro ponto destacado é que antes do retorno, os professores precisam identificar o estágio de aprendizado realizado à distância e qual o conteúdo precisa ser ministrado com o retorno presencial, atividade que também leva um tempo considerável para ser realizado. Pontuam ainda que as escolas precisam passar confiança à comunidade, como pais e profissionais, de que todas as medidas foram adotadas e há garantia para o retorno ocorrer com segurança.

A nota indica ainda que é preciso considerar, ainda, o período de ajustes para o próximo ano letivo, levando em conta, por exemplo, período de matrículas, o ano que cada aluno vai cursar e outros aspectos da gestão educacional. Os órgãos finalizam dizendo que este quadro de não retorno não é uma saída que gostariam que fosse tomada, mas se torna a melhor opção diante do cenário atual.





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