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​Morador afirma que famílias não querem retornar para Horácio Sandi

Moradores deixaram as residências em 2017 devido ao deslizamento do barranco da Victor Sopelsa.

Por Ederson Vilas Boas
21/10/2020 às 07h05 | Atualizada em 22/10/2020 - 06h47


Foi realizado nesta semana um encontro com as partes envolvidas no deslizamento que ocorreu, entre as Ruas Horácio Sandi e Victor Sopelsa em 2017. De forma virtual, o representante dos moradores, Elisandro Tavares e as advogadas, o advogado da prefeitura de Concórdia, Felipe Stechinski, o assessor de Planejamento, Daniel Faganello e os advogados representando os proprietários do terreno que deslizou e atingiu as moradias em maio daquele ano.
Tavares afirma que não foi definido nada em relação a valores, mas sim, para saber se todas as partes gostariam de um acordo.
O representante dos moradores destaca que as famílias esperam que a justiça não seja tão morosa e que todos tenham uma solução breve em relação ao caso. “Não foi falado nada em relação a valores, somente foram ouvidas as partes para saber se todos tem interesse em acordo, pois sabemos que a Justiça no Brasil é morosa e pode demorar 25, 30 anos para ter um veredicto”.

Elisandro Tavares explica que no próximo mês acontecerá mais um encontro virtual para tentar avançar nas negociações. Tavares fala sobre o que os moradores esperam do acordo. “Vamos ver se efetivamos esse acordo e amenizar nossa situação, recomeçar nossas vidas em outro lugar. Por que está complicada a situação. Pelo que entendemos da Prefeitura de Concórdia e os advogados do proprietário do terreno, de que todos estão interessados neste acordo”.

Perguntado sobre a possibilidade de voltar residir na Rua Horácio Sandi, Tavares citou que, por parte dos moradores, está descartada essa possibilidade. “Esperamos das partes um valor justo, que olhem para nós e vejam que estamos indo para quatro anos e não temos uma solução. Tem pessoas em depressão, com quatro mudanças já feitas nesse período. Em relação em voltar para casa, não vejo esta possibilidade. Existe um laudo que diz que não permite o retorno para o local. Depois, ninguém quer voltar, impossível, como que alguém vai querer morar lá depois de tudo que aconteceu? A gente não quer voltar, inclusive no encontro deixei claro que ninguém quer voltar a residir lá”.






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