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Coronavírus

​Com mudança na classificação, aulas no Alto Uruguai deverão voltar no dia 9 de novembro

Se situação piorar, porém, retorno será novamente adiado.

Por Luan de Bortoli
29/10/2020 às 06h11 | Atualizada em 29/10/2020 - 17h27


O governo de Santa Catarina confirmou nesta quarta-feira, dia 28, que o Alto Uruguai Catarinense deixou a classificação de risco grave no mapa estadual para coronavírus e entrou no nível alto, o que representa uma melhora na situação da doença. Com isso, a região poderá dar sequências às atividades para o retorno do ensino presencial em novembro.

Conforme as informações da supervisora da coordenadoria regional de educação de Concórdia, Keila Sabadin Presotto, com a mudança e consequente autorização para as aulas presenciais, a equipe de educação da regional começa a preparar a retomada em todos os municípios atendidos pela unidade. Se nada mudar, a data oficial para retomada é dia 9 de novembro.

Neste momento, o trabalho será de capacitação de funcionários para que todos estejam cientes e respeitem as regras sanitárias referentes à covid-19. Além disso, haverá preparativo das turmas com os alunos que aceitaram retornar às escolas, bem como a contratação de demais professores, já que haverá aumento na demanda de ensino, uma vez que as aulas remotas continuam.

Estes preparativos terão sequência agora de acordo com as recomendações estaduais, mas o retorno das aulas presenciais não é garantido. Isso porque, conforme Keila, na próxima semana, se a região voltar à classificação anterior, que é grave, estes encaminhamentos serão novamente suspensos até que a situação torne a melhorar.

“Nós começamos os preparativos para voltar às aulas no dia 9. A gente começa a verificar nas escolas os alunos que foram convidados e aceitaram voltar. A gente começa a formar as turmas para contratação de professores e que a gente consiga acertar também o transporte escolar. Se, na semana que vem, houve um passo atrás e voltar a ser grave, a gente não dá prosseguimento a este retorno de apoio pedagógico”, explica a supervisora.

De acordo com Keila, foi identificado que aproximadamente 400 alunos apresentaram as dificuldades e precisam de reforço nos municípios da regional de Concórdia. As escolas da região possuem aproximadamente sete mil alunos matriculados, dos quais 2.900 compõem o ensino médio, primeiro grupo a retornar. Destes, 13,5% (ou cerca de 390) foram diagnosticados com necessidade de reforço.

A partir da autorização, o retorno será escalonado. Depois do terceiro ano na primeira semana de retomada, será a vez dos segundos anos na segunda semana, e os primeiros anos, na terceira semana, e assim consecutivamente. Keila reitera ainda que, mesmo com o provável retorno, as aulas virtuais continuam e os alunos seguirão recebendo material online, mesmo os que tiverem reforço escolar.





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