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Réu é condenado a 25 anos por feminicídio e ocultação de cadáver na região

Corpo jogado no Rio do Peixe surgiu no Rio Uruguai.

Por Marcos Feijó
03/11/2020 às 14h52 | Atualizada em 04/11/2020 - 08h45


O Tribunal do Júri da comarca de Capinzal, no Meio-Oeste, condenou um homem de 31 anos, acusado de cometer os crimes de homicídio qualificado - por feminicídio, utilização de meio cruel e dissimulação, além do crime de ocultação de cadáver - ao cumprimento de 25 anos, quatro meses e 10 dias de reclusão.
O réu estava preso desde em julho de 2019, quando matou a companheira com quem vivia há nove anos degolada e jogou seu corpo no Rio do Peixe. Ele deverá cumprir a sentença em regime fechado. A sessão ocorreu na última quinta-feira (29/10) e foi presidida pela juíza Mônica Fracari.

Dois anos antes do delito, a mulher já havia comunicado à polícia que o marido lhe ameaçava de morte, com a promessa de "desova-la". Na denúncia feita pelo Ministério Público, uma testemunha viu a vítima com hematomas no corpo dias antes do crime, o que para o órgão denunciante, corrobora que o réu já a agredia anteriormente.

No dia 13 de junho do ano passado, a mulher teria dito aos filhos do casal que sairia para encontrar com o pai deles. Foi o último dia que foi vista, em Capinzal. Quatro dias depois, o corpo foi encontrado no Rio Uruguai, entre os municípios de Campos Novos, em Santa Catarina, e Barracão, no Rio Grande do Sul, depois que o próprio réu indicou o local.

Além de outros golpes, ele a esgorjou. Depois, jogou a motocicleta da companheira dentro do Rio do Peixe, levou o corpo até a ponte que fica na divisa entre os dois estados e arremessou o cadáver no Rio Uruguai. Ele foi preso quando supostamente buscava informações do desaparecimento da vítima junto as autoridades policiais.

A magistrada fixou o valor de R$ 50 mil a título de reparação pelos danos morais experimentados pela vítima. O réu deve pagar a indenização aos pais e filhos em partes iguais. Ainda, negou ao réu o direito de recorrer da decisão em liberdade. (Processo número 0001149-76.2019.8.24.0016).

Fonte: TJ SC





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