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Estiagem: situação somente deverá se regularizar no 2º semestre de 2021, diz Ronaldo Coutinho

Ele alerta para importância do uso consciente de água.

Por Luan de Bortoli
25/11/2020 às 06h10 | Atualizada em 25/11/2020 - 18h20


A notícia que vem por parte dos profissionais da meteorologia não é nada animadora. A pior crise hídrica dos últimos 15 anos que atinge Santa Catarina, especialmente o Oeste, está longe de acabar. A situação somente deve voltar ao normal, tanto em chuva, como em abastecimento, e também no campo, daqui a um ano, na reta final de 2021, conforme o engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho do Prado.

Em entrevista à reportagem das rádios Rural e 96, ele explicou que a previsão do tempo segue indicando chuva bastante irregular nos próximos meses. E para resolver o problema da seca é necessário um volume regular por um grande período, o que só deve ocorrer no segundo semestre do ano que vem. Mas para os próximos dias, um alento. Coutinho diz que a região terá dias de pancadas de chuva.

“Não resolve o problema da água, mas, pelo menos, molha as lavouras, o mato, a pastagem. O que precisa é uma sequência de meses com chuva acima do normal bem distribuída. Seria de dezembro até setembro do ano que vem, chovendo até 40% acima do normal, o que não vai acontecer”, pontua o engenheiro agrônomo.

“A chuva continua irregular, mas com certeza, cedo ou tarde, nós vamos ter um período que vai dar uma boa chuva. Talvez até teremos isso na segunda quinzena de dezembro, ou início de janeiro. Mas depois vai secar de novo. Uma recuperação, eu acredito, só a partir do segundo semestre de 2021 pra frente”, acrescenta.

Ronaldo alerta para uma piora da situação caso a população não faça o uso consciente de água, como evitar lavar calçada e carro e reduzir o tempo no banho. Para o campo, não há muito o que fazer agora, a não ser aguardar períodos de chuva. Ronaldo lembra que o agricultor precisa sempre se precaver antes, enquanto há bons volumes de chuva, com cisternas, por exemplo.

“O agricultor não tem muito o que fazer. Tá sofrendo na pele. Tem gente que teve que desfazer da criação para não ter mais prejuízo. Muitos perderam lavoura. Torcer para que tenha uma chuva regular em janeiro para que possam fazer um segundo plantio. Para o pessoal da cidade é economizar água e evitar a queima de lixo, jogar cigarro na beira da estrada. Economia, porque ainda corre o risco de ficar em racionar. O bom senso”.

O fenômeno La Niña é o responsável por essa estiagem. Em Concórdia, conforme o secretário de agricultura, a situação segue bastante ruim, e complica a cada dia que passa. As perdas são milionárias, e tendem a ser piores. Há problemas tanto na lavoura, como na pecuária. A prefeitura segue realizando o transporte de água para comunidades, assim como a BRF. A ajuda é para consumo humano e animal.





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