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​Macacos encontrados mortos no Extremo-Oeste catarinense

Área da saúde de toda a grande região estão em alerta. Casos podem estar ligados a febre amarela.

24/12/2020 às 10h06 | Atualizada em 24/12/2020 - 13h14


Nesta semana, um morador da Linha Fátima, interior de São Bernardino, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, encontrou em sua propriedade um filhote de macaco morto. Os biólogos da regional de Chapecó foram informados e coletaram exames que foram enviados ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) de Florianópolis.[Macaco morto é encontrado por morador no interior de São Bernardino – Foto: Campo Erê/Divulgação/ND] Macaco morto é encontrado por morador no interior de São Bernardino – Foto: Campo Erê/Divulgação/NDO morador informou aos biólogos que estranhou o sumiço do grupo de primatas que frequentava a região. Ele também encontrou outros dois macacos mortos há alguns dias.PUBLICIDADE
 
Segundo os biólogos, é bem provável que as causas da morte tenha sido provocadas pela febre amarela. A enfermeira da unidade de saúde de São Bernardino, Daniela Ludwig, disse que a situação é preocupante e pede que a população entre em contato com o posto de saúde a fim de certificar se a pessoa já foi imunizada pela vacina da febre amarela.

“É de suma importância que a população que não foi vacinada, ou a que tem dúvida se ainda não tomou a vacina, que o faça o quanto antes. Crianças de 9 meses devem ser vacinadas, tomando a segunda dose aos 4 anos”, disse Daniela.

Em 2008 a região também teve grande incidência de primatas mortos pela febre amarela, depois disso, não foram mais registradas mortes dessa natureza.

De acordo com a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), o período sazonal de transmissão da febre amarela vai de dezembro a maio. Por conta disso, neste mês, as equipes de saúde participaram de uma reunião com o Ministério da Saúde para traçar um plano de ação de prevenção da doença.“O objetivo é reforçar mais uma vez as ações de prevenção em Santa Catarina. Acompanhar a circulação do vírus pelo estado, que acontece a partir das notificações das epizootias (morte de macacos). O vírus circulou em algumas regiões de saúde em 2020, e deve percorrer outras áreas no início de 2021, seguindo as rotas dos chamados corredores ecológicos. Entre essas áreas estão o Alto Vale do Itajaí, Serra Catarinense e Oeste”, explica João Fuck, gerente de zoonoses da Dive/SC.

Febre amarela em SC

Em 2020, o estado registrou duas mortes por conta da doença. Uma em Camboriú (fevereiro) e uma em Indaial (março). Os dois casos eram de homens que não tinham registro de vacina. No total, foram confirmados 17 casos de febre amarela em humanos.

Fonte: ND+





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