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​Preocupante: Concórdia já tem mais de 500 focos do mosquito da dengue neste ano

Em fevereiro, já são 90 vetores. Há registros em mais de dez bairros.

Por Luan de Bortoli
05/02/2021 às 06h39 | Atualizada em 05/02/2021 - 17h41


A quantidade de focos do mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como dengue, chikungunya e zika, segue maior do que a registrada no mesmo período do ano passado. Até ontem, quinta-feira, dia 04, Concórdia já tinha 536 vetores do inseto, conforme o relatório divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE).

Pelos dados da Dive, com este número, Concórdia segue como a segunda cidade de Santa Catarina com mais vetores, atrás apenas de Joinville, mas a frente de cidades maiores como Florianópolis, Blumenau e Chapecó. Somente neste mês de fevereiro, ou seja, em quatro dias, o órgão confirmou que Concórdia teve 90 focos – ao longo de todo janeiro, foram encontrados 446 no município. 

O número registrado somente em fevereiro deste ano em Concórdia já é quase o dobro do observado no início de fevereiro do ano passado. Já quanto ao total de 536 focos encontrados desde janeiro até ontem já representa um crescimento de 80% em relação à mesma quantidade localizada no mesmo período do ano passado. Até o início de fevereiro de 2020 eram 297 focos.

Conforme informações da vigilância epidemiológica de Concórdia, até este momento ainda não há casos suspeitos de dengue ou outras doenças transmitidas pelo mosquito. No ano passado, em fevereiro foram vários casos suspeitos e dois confirmados da doença no município. Entre as explicações para este aumento está o calor, inerente da época do ano, e o tempo mais chuvoso. Janeiro deste ano teve mais chuva do que há um ano, propiciando a disseminação dos focos.

Os vetores já foram encontrados em mais de dez bairros de Concórdia. Entre eles, estão Portinari, Estados, Santa Rita, Centro, Industriários, Salete, Colibri, Liberdade, Vila Militar, Colinas, Cristal e Imigrantes. 90% deles foram localizados em armadilhas, e o restante em delimitação de foco, ou seja, próximo a outros focos encontrados. A orientação é evitar a água parada, especialmente em dias de chuva.


 





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