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Estiagem

​Chuva desta semana auxilia, mas não resolve problema da estiagem em Concórdia


Município teve 28 milímetros de chuva em maio.

Por Luan de Bortoli
07/05/2020 às 06h24 | Atualizada em 23/11/2020 - 08h36
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A chuva que atingiu Concórdia nesta semana ainda não foi suficiente para resolver nem amenizar o problema da estiagem, que assola o município desde o fim de 2019. Entre terça-feira, dia 05, e quarta, dia 06, choveu uma média de 22 milímetros. E indo um pouco mais longe, desde o início de maio, a chuva foi de cerca de 28 milímetros no acumulado, conforme a Epagri/Ciram.

Essa quantidade ainda é aquém do ideal, por exemplo, para amenizar a situação do nível dos rios, que está abaixo do normal desde o início do ano. Nesta quarta-feira, conforme o órgão estadual, Concórdia continuava com três pontos no relatório de estiagem. A Foz do Rio Claudino, na Rua Osvaldo Zandavalli, estava classificada como emergência. O montante da barragem, em São Cristóvão, e a Rua Vitórico Celant, estavam em alerta.

Conforme a prefeitura de Concórdia, nesta quarta, após a chuva, haviam ainda 19 pedidos de transporte de água para comunidades do interior do município. É um número menor do que o da semana passada, que era de cerca de 30 pedidos, mas ainda é considerado muito alto, o que indica uma grande dificuldade para resolver o problema de consumo de água para humanos e animais.

Já no campo, em relação às lavouras, a chuva contribuiu de algumas formas, como na umidade do solo, explica o secretário de agricultura, Mauro Martini. “As chuvas que ocorreram, foram importantes. Elas auxiliariam para que o produtor pudesse efetuar plantio, com cobertura de solo, aveia e azevém, as pastagens de inverno. Quanto à regularização da estiagem, ainda está muito distante. Auxiliou que alguns produtores que têm sistema de captação o fizessem. Esses têm por alguns dias água armazenada. Então, ela vem de encontro ao que a gente estava precisando, mas de forma insuficiente”.

A previsão aponta para a próxima semana mais uma precipitação para Concórdia, mas ainda não é possível prever a quantidade, conforme a Defesa Civil. No entanto, é provável que a chuva ainda seja insuficiente para resolver o problema. Especialistas indicam que será necessário que chova com frequência por diversas semanas ainda para superar o problema atual.

Ressalta-se que desde o ano passado, o Oeste já vive uma estiagem tão intensa que a quantidade de chuva está cerca de 500 milímetros abaixo do esperado. Esta é uma das piores secas a atingir o Estado em toda a história. Se iguala, por exemplo ao período de 2006, em que Santa Catarina também sofreu com uma estiagem severa.




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