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Gerente regional da Celesc fala como pior crise hídrica em 91 anos pode afetar a população

Conta de energia deve aumentar em 5% com agravamento da situação.

Por Luan de Bortoli
01/07/2021 às 06h19 | Atualizada em 01/07/2021 - 10h38


O Brasil atravessa atualmente a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, conforme o governo federal. A pouca chuva em todo o país prejudicou a geração de energia por usinas hidrelétricas, o que deve afetar o abastecimento em todo o Brasil, encarecendo o custo da conta de luz. Por isso, foram acionadas as termelétricas, que são mais caras.

Nesta semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) inclusive anunciou um reajuste na bandeira vermelha em R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) para o mês de julho, o que deve encarecer cerca de 5% a conta das famílias que possuem um consumo médio mensal de energia. O objetivo é fazer com que as pessoas diminuam o uso da luz no período.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, confirmou na última segunda-feira (28) em pronunciamento na TV que o país passa por um momento de crise hídrica e pediu uso "consciente e responsável" de água e energia por parte da população. A seca é maior principalmente nas regiões sudeste e centro-oeste.

Conforme Bento Albuquerque, o atual cenário de crise provocou "natural preocupação" em muitos brasileiros sobre a possibilidade de racionamento de energia, mas o setor elétrico é "robusto" e capaz de garantir o fornecimento para os cidadãos. Mesmo assim, ele espera uma diminuição no uso de energia para não pressionar o sistema ainda mais.

O gerente local da Celesc, da regional de Concórdia, Gilvan Menosso, diz que a população pode adotar medidas que contribuem para a economia e reduzem o custo da conta de energia no fim do mês. Em entrevista à Rádio Rural na manhã desta quinta-feira, dia 1º, ele comentou que as pessoas podem reduzir o uso de eletrônicos, e principalmente do chuveiro, com banhos mais rápidos.

"O maior efeito no consumidor, na população, é justamente na bandeira tarifária que foi criada para compensar esse aumento na geração das térmicas. Por exemplo, a bandeira vermelha nível dois que aumentou. Alguns equipamentos acabam consumindo mais, como o chuveiro elétrico. Aquecedores, jarras elétricas, torneiras elétricas. Controlar o tempo do banho, o aquecedor, é desligar quando não estiver no ambiente e deixar bem fechado, a secadora de roupa usar a capacidade limite para aproveitar o ciclo dela, e usar a luz ambiente o máximo possível", explica ele.





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