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Agropecuária

Exportações de carne suína geram receita recorde no mês de junho

Santa Catarina segue na liderança, com 55,5 mil toneladas exportadas.

Por Rafael Martini
16/07/2021 às 06h20


As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 108,8 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 13,2% o resultado alcançado no mesmo período de 2020, quando foram exportadas 96,1 mil toneladas.

Com o segundo melhor desempenho mensal da história do setor,  as exportações de carne suína em junho geraram receita de US$ 270,2 milhões, número que é recorde histórico no levantamento mensal para o setor.  O resultado supera em 36,5% o saldo das vendas de junho de 2020, com US$ 198 milhões.

Entre os estados exportadores, Santa Catarina segue na liderança, com 55,5 mil toneladas exportadas em junho (+22,04%), seguida por Rio Grande do Sul, com 30,3 mil toneladas (+19,89%) e Paraná, com 13,3 mil toneladas (-11,29%).

Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, há uma grande expectativa no mercado internacional para carne suína brasileira, em especial a catarinense.

"O mercado internacional está realmente muito promissor para carne suína brasileira, em especial a de santa catarina. Se nós avaliarmos, as 500 mil toneladas exportadas de janeiro ao mês de junho pelo brasil,  santa catarina contribuiu com 260 mil toneladas praticamente. Esse número é realmente histórico, pois antes, nunca tivemos este volume exportado. Embora, exportação não significa dinheiro no bolso do produtor, infelizmente. A preocupação que nós temos com essas exportações é que, de 500 mil toneladas, 286 mil foram para um único mercado, para a China", afirmou Losivanio.

Conforme as informações apuradas, em segundo lugar nas exportações está Hong Kong, com 57 mil toneladas exportadas, em terceiro está o Chile, com 30 mil toneladas, e assim, as demais exportações estão em consequente queda para os outros países em que a carne suína é exportada.
 
Anteriormente, o setor suinícola já teve a preocupação com as exportações concentradas para um único mercado, onde o destino das exportações era a Rússia. Na ocasião, o setor acumulou prejuízos significativos quando os embarques para o país russo foram suspensos, onde infelizmente muitos suinocultores tiverem que deixar a atividade.

Conforme o presidente da ACSS, o mercado suinocultor a médio e longo prazo não vislumbra boas expectativas, principalmente pelo alto custo dos grãos do milho e devido a estiagem que assola a região.

"O preço dos grãos tem subido cada vez mais, essa é a nossa maior preocupação. Infelizmente não vemos nenhuma ação por parte do governo do estado em baixar os impostos da carne suina para aumentar o consumo, também por parte do governo federal em isentar o pis e o cofins, de importar do mercosul, aonde teriamos a condição de baixar cerca de 10 reais o saco do milho. Esperamos que o governo possa tomar uma atitude para resolver este problema, pois neste cenário, muitos suinocultores irão desistir da atividade e ficarão com a responsabilidade de arcar com todos os prejuízos acumulados", finalizou De Lorenzi.


 

Fonte: Com informações da ACCS





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