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Júri do homem que desferiu mais de 20 facadas na ex-esposa não será aberto

Falta uma semana para a sessão sobre o crime que foi no centro de Concórdia.

Por Marcos Feijó
20/07/2021 às 08h07 | Atualizada em 21/07/2021 - 09h31


O próximo júri em Concórdia será no dia 27 de julho, terça da semana que vem, e é do homem que esfaqueou a ex-companheira na rua do Comércio, em Concórdia,  em 4 de fevereiro de 2020. O tribunal de júri foi marcado para 9 de março, mas acabou transferido. O crime foi praticado com mais de 20 golpes de faca.  Ele que se apresentou dois dias depois, mas acabou liberado. Porém em 7 de fevereiro foi detido através de um mandado e aguarda preso o julgamento. Já a mulher deixou o hospital após 18 dias de internação. Trata-se de feminicídio na forma tentada, crime contra a vida, e por isso o julgamento popular.

Às 22h30 de 4 de fevereiro de 2020, na frente de um restaurante na Rua do Comércio, o homem de iniciais M.C tentou matar a mulher de iniciais I.O de V, ex-esposa, com diversos golpes de faca, atingindo principalmente regiões torácica e clavicular esquerdas e nos membros superiores. Um popular chegou a atirar uma mesinha em M.C para impedir algo pior. O rápido transporte para o hospital também ajudou para evitar a morte.

O Ministério Público fez denúncias com qualificadores torpe(por M.C não se conformar com o término do relacionamento), meio cruel e que dificultou a defesa da vítima, crime contra a mulher e no contexto da violência doméstica e familiar tendo a presença da filha do ex-casal.

M.C foi preso em virtude de decisão que decretou preventiva. A denúncia do MP foi protocolada em 12 de fevereiro de 2020, e aceita pela Justiça.

O defensor constituído por M.C, advogado Márcio Dal Piva, refutou acusações e requereu afastamento das qualificadoras. Do motivo torpe alegando desentendimento em relação à divisão de bens e não o inconformismo com o término da relação. Do motivo surpresa em virtude que ocorreram desavenças anteriores. Do meio cruel sob argumento que o número de facadas por si só não seria capaz de caracterizar a qualificadora. E também pediu o afastamento do feminicídio com o argumento de não haver contexto doméstico, pois estariam separados há quase um ano e a discordância era pela partilha de bens. Porém todas as qualificadoras foram aceitas pela Justiça. O advogado Márcio Dal Piva apresentou recurso, que está em segredo de Justiça.


Na fase policial M.C optou por permanecer em silêncio. No interrogatório judicial ele confirmou ser o autor, e falou que se sentiu um tanto enganado na separação, também quanto a relação empresarial, mas citou ciúmes. No dia do crime consumiu bebida alcoólica. Quando encontrou I.O de V, somente queria conversar, mas já não “estava mais em sí” e deu as facadas.


Já I.O de V, que é defendida por Juliano Ferraz, prestou depoimento somente na fase judicial. Em algumas apurações, a reportagem da Rural teve a informação que ela, ao sair do restaurante, atravessou a rua para ir até seu carro e M.C apareceu com passos rápidos. Uma amiga então disse para ela correr o que fez em direção ao restaurante já recebendo as facadas e teve perfuração de rim, fígado, diafragma, estômago, pulmão e seio. A película do coração foi atingida.

Eles foram casados por quase 10 anos. Relação que terminou em fevereiro de 2019.

Informações apuradas pela reportagem no Fórum dão conta que o julgamento do dia 27 não terá presença de público devido resolução que segue quanto aos protocolos de saúde devido a pandemia.

 





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