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​Golpes em motoristas de aplicativo e autoescolas

Já houve ocorrência no Alto Uruguai.

Por Marcos Feijó
18/09/2021 às 06h43 | Atualizada em 19/09/2021 - 09h57


A ação de golpistas se intensificou na Serra Catarinense e Grande Oeste. Novas vítimas foram feitas em Lages, Videira, Abelardo Luz, Ponte Serrada, Palmitos e Mondaí. Dessa vez, o foco tem sido motoristas de aplicativo e colaboradores de autoescolas que são chamados pelo WhatsApp ou por ligação telefônica. Os estelionatários se dizem servidores, juízes ou promotores de Justiça. Na semana passada, as ocorrências foram registradas em Seara, Xanxerê e Chapecó. Há alerta para Concórdia.

Em todos os casos o modo de agir dos golpistas é semelhante. Dizem que um colega do fórum foi afastado das atividades como motorista, por conta da Covid-19, e, por isso, precisam dos serviços da vítima. Acertam os dias trabalhados e o valor. Em um novo contato, afirmam que o depósito foi feito e numa quantia acima do combinado. É neste momento que pedem o retorno do dinheiro por depósito bancário ou transferência via Pix. Em Lages, o prejuízo foi de aproximadamente R$ 1.000,00 e em Ponte Serrada perto dos R$ 2.000,00.

Alerta
O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do TJSC acompanha as investigações. Os agentes contam que foi possível identificar que os golpistas estão nos estados do Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Ceará. Os bandidos ganham a confiança das vítimas em pequenos detalhes. O código de área do telefone utilizado para comunicação, por exemplo, é 49. 

Por meio das redes sociais, descobrem nome dos profissionais e pedem diretamente por eles. Assim, conseguem indicação de alguém que possa servir como motorista. Neste novo contato, informam que receberam a indicação do conhecido da vítima. Na Serra, os estelionatários fizeram reservas em um hotel se apresentando como juiz, promotor e assessor judiciário. Em outra ligação, pediram a sugestão de um motorista da cidade.

Durante a conversa telefônica, com o motorista a ser contratado, são solicitadas fotos de documentos, como Carteira Nacional de Habilitação e comprovante de residência. Com essas informações, os criminosos abrem contas bancárias, pela internet. E esses são dados bancários, de vítimas anteriores, que utilizam para solicitar o reembolso do valor supostamente depositado a mais.

O que fazer
O NIS/TJSC orienta a quem receber contato parecido que registre boletim de ocorrência na delegacia de polícia mais próxima para apuração dos fatos e identificação dos suspeitos. O Poder Judiciário de Santa Catarina reforça que não faz contato telefônico ou via aplicativo de conversas para contratação de serviços. Como órgão público, as compras e contratos necessitam ser efetuados por licitação.

Fonte: TJ SC





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