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Histórias do Câncer - Histórias Reais


Corretora de Imóveis conta como enfrentou a doença

Por Simone Vieira
16/10/2021 às 14h12
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Neste Outubro Rosa nossa equipe está entrevistando algumas mulheres que já enfrentaram ou estão enfrentando o câncer de mama. Nosso objetivo é compartilhar as ferramentas internas que estas mulheres tiveram de desenvolver para enfrentar essa doença que não possui cura. 

Nossa terceira entrevistada da série especial, é a corretora de imóveis, Rosane Salete Rodrigues Pezzini, 50 anos. Ela nos recebeu em seu escritório, na Rua 29 de Julho em Concórdia. Cheia de energia e bom humor, ela conta que assim como muitas mulheres, sempre fazia exames de rotina. “Eu já tinha um cisto que eu acompanhava há anos. Porém, em 2018 fiz uma mamografia, e depois disso, a mama inchou, começou a doer muito. Passou cinco ou seis meses, eu não suportava mais a dor.  Fiz uma ultrassonografia, foi identificado um nódulo anormal, fizemos uma biópsia e apareceu um câncer maligno invasivo”. 

Rosane conta como foi receber a notícia desse câncer maligno. “No dia eu fiquei triste, apavorada. Mas, com o passar dos dias eu decidi seguir em frente, pensei:  o que tiver que ser feito eu vou enfrentar. Falei com meu médico, o Dr. Dalmora e na mesma semana já marcamos a cirurgia. Sempre tive uma imunidade muito boa, e durante o tratamento ela até aumentou”.

A entrevistada lembra que o tratamento iniciou em maio de 2019. “O ano de 2019 foi desafiador. Em maio fiz a cirurgia, foi tirado todo o seio e 40 dias depois começou a quimioterapia na Clínica Bernardi. Em outubro fiz seis sessões de quimioterapia. Isso que o nódulo que eu tinha estava no início, tinha 2,5 cm”. 
Sobre o tratamento quimioterápico, Rosane fala que sua boa imunidade sempre a ajudou. “Graças a Deus minha imunidade sempre foi excelente. Não tive vômito, não precisei colocar catéter, não passava mal, todos os dias que eu fazia quimio eu vinha trabalhar. Inevitavelmente meus cabelos caíram, perdi as unhas das mãos, mas não precisei fazer radioterapia”.  

Rosane salienta que enfrentar essa doença só foi possível com a ajuda de pessoas queridas. “Receber o diagnóstico de câncer é algo estarrecedor. Principalmente porque minha mãe morreu desse tipo de câncer. Eu sempre fiz todos os exames desde os 30 anos, mamografia, ultrassonografia. Graças a Deus meu marido Márcio me apoiou muito. Sem ele não teria conseguido passar tão bem como passei. Meus amigos me apoiaram muito, e a família também”.

Sobre os principais desafios enfrentados, a corretora lembra que o olhar de pena das pessoas, às vezes, pode machucar tanto quanto a doença. “Às vezes as pessoas nem percebem, mas a cara de dó que elas fazem, pode machucar muito uma pessoa com câncer. Sempre usei peruca, as pessoas te olham com pena, com dó, parece que você está morrendo. Não gostava do jeito que as pessoas olhavam com pena. Quando percebia a cara de pena eu olhava pra elas e falava que estava tudo bem e dava meu melhor sorriso”. 

Rosane finaliza nossa entrevista afirmando que é preciso ser muito forte pra aguentar o tratamento, os olhares de pena e as incertezas que o câncer pode trazer. Mas, que com fé e pessoas boas ao seu lado, conseguiu superar as adversidades. “É preciso fé, coragem, ser bem otimista e levar a vida com bom ânimo”, finaliza Rosane. 
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