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Histórias do Câncer - Histórias Reais


Empresária conta como superou o câncer de mama

Por Simone Vieira
23/10/2021 às 13h00 | Atualizada em 22/10/2021 - 18h37
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Neste Outubro Rosa nossa equipe já ouviu muitas mulheres que enfrentaram ou estão enfrentando o câncer de mama. Nosso objetivo é compartilhar as ferramentas internas que estas mulheres tiveram de desenvolver para enfrentar essa doença que não possui cura. 

Nossa terceira entrevistada da série especial é a empresária, Eliete Mosele, 49 anos. Uma pessoa batalhadora que não se entregou a doença. Enfrentou os desafios com força e coragem. 

Ela nos conta que sempre fez o acompanhamento médico pois tinha cistos mamários e em uma consulta de rotina descobriu alguns nódulos diferentes. “Fazia uns 20 anos que eu fazia acompanhamento de cistos mamários, não precisava fazer a retirada. Eram muitos cistos. Em uma consulta de rotina foi identificado um nódulo diferente. Foi feito ressonância e logo a biópsia comprovou, era um câncer”.

Nossa entrevistada conta que foi um choque quando ouviu.  “Foi muito difícil esse diagnóstico. Te passa tudo pela cabeça. Quantos dias ou quantos meses eu teria de vida. Se vai dar certo o tratamento. Meu pai também estava com câncer na época, nós cuidávamos dele. Não queria contar pra minha mãe”. 

Eliete descreve que foram momentos muito tensos. “Queria poupar minha mãe, fiquei um tempo sem falar, mas chega uma hora que não tem mais como esconder.  Meu pai faleceu no dia 20 de março de 2019 e ele morreu sem saber. Minha mãe já tinha perdido meu pai, e quando ela descobriu sobre meu câncer ficou muito triste”. 



Mas, mesmo com a dor da perda do pai, a empresária conta que para fazer o tratamento teve o apoio de muitas pessoas. “Sou privilegiada. Tive o apoio da minha família, do meu marido e também dos meus amigos.  Muitas pessoas falam que na hora da dificuldade os amigos se afastam, mas eu foi ao contrário. Descobri que tinha muito mais amigos do que eu pensava, pessoas que não imaginava que se importassem comigo. Isso foi muito importante pra mim”.

Sobre o tratamento, Eliete descreve sua saga. “Meu médico de Passo Fundo primeiro fez as quimioterapias, depois a retirada das duas mamas. No mesmo dia ele já fez as próteses. O ano de 2019 foi desafiador pra mim.  Fiz  25 radioterapias em Erechim”. 

Nesses momentos de incertezas, a família foi o maior esteio da empresária. “Meu marido ficou muito abalado também, mas ele sempre esteve do meu lado. Depois que eu tinha passado por tudo que eu passei, ele me falou coisas que me tocam até hoje”. 

Sobre sua vitória pessoal, Eliete descreve que nunca deixou de acreditar. “Eu nunca baixei a cabeça. Quando comecei as quimios, teve um dia que fui lavar o cabelo, caia de maço. No travesseiro, eram mechas e mechas de cabelo. Naquele dia eu tomei coragem, fui no cabeleireiro sozinha e pedi pra raspar todo o cabelo. Eu não escondia, meus clientes chegavam na empresa e me viam trabalhando mesmo depois de fazer as radioterapias. Eu sempre me ocupei trabalhando pra não pensar na doença, no problema e meu marido sempre me apoiou muito”. 



Eliete conta que fará acompanhamento por mais 5 anos, continua trabalhando e agradece muito a Deus, é devota de Nossa Senhora Aparecida e se diz muito agradecida por tudo que passou, pois, está aprendendo a cada dia, a dar valor ao momento presente. “Aproveito cada momento, como se fosse o último.  Só quem passa sabe a luta que é. O mais importante é não desistir e ter fé”. 




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