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Agricultura

Após chuva, agricultores veem oportunidade e intensificam plantação do milho em Concórdia


Último período de estiagem gerou mais de R$ 100 milhões de prejuízo.

Por Luan de Bortoli
28/10/2021 às 06h19 | Atualizada em 28/10/2021 - 08h03
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A pouca chuva de 2018 para cá causou uma das maiores estiagens dos últimos anos em Santa Catarina. A região de Concórdia também tem sido fortemente afetada, principalmente entre a reta final do ano passado e primeiro semestre de 2021. No entanto, com a regularização da precipitação nas últimas semanas, entre setembro e outubro, a situação se amenizou, dando oportunidade para o agricultor, que é quem mais sofre, se recuperar.

Concórdia tem praticamente sete mil hectares de plantação de milho/grão, e outros quatro mil de milho forragens, que foram fortemente afetados pela estiagem dos últimos meses. A estimativa da secretaria de agricultura de Concórdia é que 70% das plantações foram perdidas durante o período de secura, gerando um enorme prejuízo.

Mas agora, com um bom volume de chuva, os agricultores já voltaram a plantar, aproveitando o bom momento e tentando se recuperar das perdas recentes. Conforme o secretário de agricultura de Concórdia, Mauro Martini, a pasta está observando essa intensificação no trabalho do agricultor, que está aproveitando a chuva, que é fundamental para esta cultura.

“Na nossa região, poucos produtores usam irrigação para cultivo de milho, sendo assim se por acaso dê períodos de pouca chuva, as perdas podem ocorrer, mas temos que ser esperançosos e apostar na safra. Claro, observarmos as variedades mais resistentes, buscar plantas com ciclo adequado, e principalmente utilizarmos as propriedades de forma sustentável, ou seja, a máxima harmonia entre os agentes naturais (solo, água) e humanos.”

A recuperação na cultura do milho é fundamental também para a questão de alimentação dos animais. Na temporada passada, em função da estiagem, os agricultores precisaram comprar produtos para substituir o milho que era utilizado para este fim, conforme destaca o secretário. 

“Sim, precisamos recuperar a capacidade de armazenamento de produtos para a alimentação dos animais, uma vez que muitos tiveram que comprar na safra passada em virtude da estiagem, agora temos que fazer o máximo possível para termos produção e estocar para períodos com escassez de alimento. Mas estamos bem esperançosos com a próxima safra.”

Somando os dois períodos fortes de estiagem, entre o fim do ano passado e início deste, os prejuízos em Concórdia foram superiores a R$ 100 milhões. Já na região toda, passou de R$ 215 milhões. O primeiro semestre deste ano teve quantidade de chuva bem abaixo do esperado, se tornando um dos mais secos da história. A chuva só voltou a ter um volume dentro da média, em setembro, mantendo em outubro. 
 
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