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Doação de órgãos diminui nos últimos dois anos em Concórdia

Para ser doador é preciso conversar com sua família e manifestar seu desejo em doar órgãos.

Por Rafael Martini
02/12/2021 às 06h20 | Atualizada em 02/12/2021 - 08h09


Comemorado no mês de setembro com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância deste ato nobre e que salva-vidas, a doação de órgãos tem diminuído nos últimos dois anos no município de Concórdia, conforme apurou à reportagem da emissora.

De acordo com a Enfermeira da Comissão de Doação de Órgãos do Hospital São Francisco, Sandra Cavalli, a doação tem diminuído, não somente em Concórdia, mas em toda a região.

"As famílias estão mais conscientes sobre a importância da doação de órgãos, e está ocorrendo a aceitação por parte das mesmas. Porém, percebemos que as doações nos últimos dois anos diminuíram em toda a nossa região por alguns fatores: um deles, seria em decorrência da pandemia do coronavírus. Por outro lado, podemos observar uma redução dos acidentes de trânsito com trauma crânio encefálico grave que resulta em um possível doador efetivo de órgãos.", explica Sandra.

Conforme Sandra Cavalli, é muito importante que as famílias conversem sobre o assunto, pois segundo a Enfermeira, é a família quem decide ou não referente a doação.

"A doação de órgãos só ocorre com a autorização dos parentes mais próximos, sendo assim, é muito importante que as famílias dialoguem sobre o assunto e conscientizarem seus familiares sobre a importância da doação, pois é a família que é responsável por essa decisão. É uma maneira de ajudar tantas pessoas que estão na lista de espera para receber um órgão para continuar vivendo. Por fim, é fundamental que a família saiba qual é a vontade de seu familiar", finaliza. 

No Brasil, de acordo com a legislação vigente, para ser doador de órgãos é preciso conversar com sua família e manifestar o seu desejo em doar órgãos. Isso porque, de acordo com o Ministério da Saúde, a doação só pode ser realizada depois que a família do doador autoriza o procedimento.


Quem pode ser um potencial doador?

Conforme as informações da Associação Brasileira de transplantes de órgãos, quando ocorre a morte cerebral, mas ainda há atividade cardíaca, os órgãos podem ser doados, respeitando um limite de tempo pós-morte para cada um deles.

Após efetivada a doação, a Central de Transplantes do Estado é comunicada e através do seu registro de lista de espera seleciona seus receptores mais compatíveis.

Pessoas vivas também podem ser doadoras, desde que sejam órgãos duplos e que possibilite que o doador tenha uma vida com saúde normal após o transplante. Um dos rins ou pulmões, parte do fígado, do pâncreas e da medula óssea são exemplos de órgãos que podem ser doados ainda em vida.
 
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