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Veja quanto perderia a Amauc com projeto que limita o teto do ICMS

A Fecam emitiu nota engrossando o coro dos governadores contra o projeto de lei

Por Luan de Bortoli
13/06/2022 às 12h29 | Atualizada em 14/06/2022 - 07h34


A Federação dos Municípios Catarinenses (Fecam) divulgou na última semana um levantamento com a estimativa de perda de caixa que cada município de Santa Catarina terá, caso seja aprovado e sancionado o projeto de lei que limita em 17% o teto de ICMS para combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo. 

A proposta, que já passou pela Câmara dos Deputados, vai a votação no Senado nesta segunda-feira (13). Para o Alto Uruguai Catarinense, as perdas iriam superar os 70 milhões pelo período de três anos (2022 a 2024), apontou o levantamento da Fecam.

A estimativa é que as prefeituras de Santa Catarina percam o equivalente a R$ 360 milhões. A recordista em é Joinville, que deve ter um corte de R$ 31 milhões no orçamento previsto para este ano. Em seguida vêm Itajaí, com perda prevista em R$ 29 milhões, Blumenau, com R$ 14 milhões, Florianópolis e Chapecó, com R$ 9 milhões cada uma.

De acordo com os dados da Federação, na Amauc, Concórdia perderia R$ 23 milhões até 2024. Itá aparece na sequência, com perdas R$ 9,017 milhões no período, e Seara R$ 8,6 milhões. Somados todos os municípios do Alto Uruguai, até 2024 as perdas seriam de R$ 77 milhões.

O rombo mais do que dobra em 2023, quando a previsão de perda para os municípios sobe para R$ 791 milhões. Em 2024, é de R$ 870 milhões. Ao todo, as prefeituras de Santa Catarina estimam perder o equivalente a mais de R$ 2 bilhões no período de dois anos e meio.

A Fecam emitiu nota engrossando o coro dos governadores contra o projeto de lei em votação no Congresso Nacional, e alertando para o risco que a medida representará aos caixas municipais. A entidade catarinense pede que os senadores votem contra a proposta.
 
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03 COMENTÁRIOS - Deixe também o seu Comentário



ladi comentou em 13/06/2022 as 13:37:47
Minha opinião, tem que ser aprovado, pois a perda de cada município é recuperado só reduzindo a máquina pública, e o povo pode respirar melhor. Como o Datena diz, ( Só no nosso )



ADILSON FINGER comentou em 13/06/2022 as 19:23:35
O engraçado é que não estão olhando o quanto gera se dinheiro direto no bolso do povo. E que poderá ser utilizado no aumento direto do consumo. São hipócritas esses prefeitos e governadores que querem isso, porque tem alguma segunda intensão, ou seja, o bolso deles. Não vi nenhum des reclamar quando o governo federal encheu os cofres deles na pandemia.



Jean comentou em 14/06/2022 as 13:07:42
O povo pagar mais pode... o governo perder um pouco não? cadê a boa vontade do governo em devolver pro povo o que é do povo? Concórdia perderia 1% em comparação ao orçamento anual. Bora congelar/limitar/reduzir essas aliquotas mesmo..




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