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Saúde

Sepse - A doença mais letal das UTIs no país


A cada hora que atrasa o tratamento aumenta em 7% a chance de mortalidade

Por Simone Vieira
18/09/2022 às 06h00
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Hoje nós vamos falar sobre a Sepse. Você já ouviu falar em choque séptico – popularmente conhecido como infecção generalizada? Dia 13, foi o dia de conscientização em relação a essa doença que é responsável pelo óbito, segundo a Organização Mundial de Saúde, de cerca de 11 milhões de pessoas ao redor do mundo.   Mas o que essa doença faz no organismo que é capaz de levar a óbito tantos pacientes?
 
Nossa reportagem conversou com o Médico Intensivista, Dr. Fernando Guedes da Silva Júnior, que além de atuar no Hospital São Francisco, também é docente na Unoesc/Joaçaba e possui 17 anos de experiência.
 
Conforme Dr. Fernando, “a Sepse é a principal causa de mortes nas UTIs de todo o Brasil, cerca de 30% dos leitos de UTI são ocupados por pacientes sépticos. A Sepse é um conjunto de manifestações graves no organismo geradas por uma infecção que pode comprometer vários órgãos. A cada hora que atrasa o tratamento, a partir do momento que o paciente já está séptico, aumenta em 7% a chance de  mortalidade”.


 
Mas o que leva o paciente a evoluir para um quase de Sepse?  Uma infecção pré-estabelecida e uma resposta inadequada do organismo a essa infecção. Conforme o médico, todo organismo possui um sistema de defesa, numa pessoa saudável, com imunidade em dia, porém, existem pacientes que estão mais vulneráveis a infecções: os idosos, diabéticos, quem fuma ou é alcóolatra, por exemplo.
 
Para o médico, “o uso indiscriminado de antibióticos causa resistência dos patógenos. Na investigação com o paciente, sempre deve-se informar a equipe de saúde, ao médico qual antibiótico a pessoa tomou nos últimos meses. Na suspeita de Sepse, utilizamos exames para diagnosticar as funções renais, sanguíneas, hepática, oxigenação do sangue, entre outros”.
 
Dr. Fernando explica que o tratamento certo na hora certa faz toda a diferença “Na UTI do HSF, sempre realizamos pesquisa de germes multirresistentes, esse paciente já fica isolado. O tratamento é feito com antibióticos para combater as bactérias que estão causando o desiquilíbrio no funcionamento dos órgãos.  Por isso, é tão importante tomar cuidado com o uso indiscriminado de antibióticos. Só deve ser prescrito antibiótico quando realmente precisa. Ele elimina determinado tipo de bactérias e outras se fortalecem, criando germes multirresistentes”.
 

Sinais Sugestivos de Sepse

 
Existem sintomas que não devem ser menosprezados, principalmente naqueles pacientes idosos, recém-nascidos, pacientes em tratamento contra o câncer, alcoólatras, fumantes, diabéticos, transplantados, pois já denotam um comprometimento orgânico importante.

Sinais sugestivos de infecção como febre ou diminuição da temperatura corporal, dificuldade para respirar, aumento da frequência cardíaca, sonolência, confusão mental, pressão mais baixa que o normal, fraqueza, cansaço, alteração de nível de consciência, diarreia, entre outros.
 
Fique atento a infecções urinárias, pneumonia, ferimentos na pele, picada de animais. Às vezes o paciente demora tanto a tratar a doença que quando se dá conta, a infecção comprometeu o funcionamento de todo o corpo. Os familiares sempre devem informar a equipe de saúde os medicamentos usados em casa, por exemplo, ou em tratamentos anteriores.


 
Instituto Latino Americano de Sepse
 
Essa instituição busca promover ações que reduzam o impacto da sepse em termos de vidas perdidas, repercussões a longo prazo em sobreviventes e custos para o sistema de saúde. Conforme publicação do Portal da Fiocruz, antigamente a sepse era conhecida como septicemia ou infecção no sangue e hoje é mais conhecida como uma infecção generalizada.
 
Atualmente, é também uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. A mortalidade no Brasil chega a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30 a 40%.
 
 
Fonte:  https://www.einstein.br/doencas-sintomas/sepse-hemodinamica
https://portal.fiocruz.br/noticia/sepse-maior-causa-de-morte-nas-utis
Fotos: Luan de Bortoli 


Confira o vídeo:





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