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Justiça

Justiça nega habeas corpus para homem suspeito de jogar ácido em cão em Itá


Acusado está no presídio de Concórdia.

Por Luan de Bortoli
21/09/2022 às 12h49 | Atualizada em 22/09/2022 - 07h37
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Um pedido de habeas corpus, feito pelo advogado de defesa do homem que jogou ácido em um cão de rua no município de Itá, no Oeste, foi julgado pelos desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O acusado foi levado para o complexo prisional de Concórdia onde aguardará julgamento. 

Sob relatoria do desembargador Antônio Zoldan da Veiga, a decisão foi unânime em indeferir o pedido, mantendo a decisão de primeiro grau proferida pelo juiz da Vara Única da comarca de Itá, Rodrigo Clímaco José. O animal teve alta da clínica veterinária onde passou por cirurgia e está sob os cuidados de um morador que se voluntariou para trocar os curativos e administrar os remédios. 

O homem foi capturado na última sexta-feira (16/9) após a polícia concluir as investigações que apontaram ele como agressor do cachorro conhecido como “Pastel”, muito querido e alimentado por todos na cidade. Nos vídeos registrados por câmeras de segurança de um estabelecimento vizinho, no último dia 5, fica evidente que a pessoa que aparece com casaco preto e calça jeans foi quem jogou a substância no animal.

Na sequência, é possível ver o cachorro correr desesperado e em sofrimento. Não há dúvidas de que a pessoa saiu do prédio, não tendo sido ninguém que veio da rua, como mostram os minutos anteriores da gravação.  

As imagens feitas na manhã do mesmo dia permitem a identificação da placa da motocicleta utilizada pelo, então, suspeito e revelaram a propriedade da cunhada do acusado. Testemunhas confirmaram ter visto o homem na frente do prédio minutos antes do ocorrido. O animal recém havia chegado, perseguindo o carro de um outro morador que o alimentava. As queimaduras de terceiro grau aconteceram, principalmente, na pata esquerda traseira. 

Testemunhas contam que os moradores da região central disponibilizam cobertor e potes com comida e água para animais como esse vitimado. De acordo com a denúncia, o acusado e a esposa – responsável pela limpeza da área comum do prédio – reclamavam frequentemente da presença do cão no hall de entrada, deitado no tapete ao pé da escada. O caso tramita sob sigilo. 
 
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Fonte: TJ SC




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