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Análise

"IMPOSTÔMETRO", por Laercio Grigollo


Na coluna de hoje, o analista fala sobre as altas cargas tributárias no Brasil.

Por Redação
22/10/2022 às 06h16
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A ferramenta impostômetro foi criada em 2005 e busca estimar o valor total de impostos, taxas, contribuições e multas que a população brasileira paga para a União, para os Estados e para os Municípios. Esse movimento diário de impostos pagos pelos brasileiros pode ser acompanhado no site www.impostometro.com.br. Na ferramenta, é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios arrecadam com tributos e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.   

Na prática real, o ano de 2022 deve terminar com uma arrecadação entre 2.7 ou 2.8 trilhões de reais entre impostos federais, estaduais e municipais, outras taxas e contribuições incluindo multas e juros. Para seu comparativo, durante o ano de 2021 os tributos mencionados geraram as cifras de  2 trilhões 592 bilhões de reais e em 2022 até agora, outubro, o volume arrecadado é de 2 trilhões 272 bilhões. O Estado de São Paulo lidera a arrecadação tributária até essa data com 807 bilhões de reais, o que representa 37.4% de toda a arrecadação brasileira. Santa Catarina tem 95 bilhões e Concórdia tem até agora 44 milhões de arrecadação.

Na esfera federal os impostos e taxas relacionados a Previdência são os mais expressivos em termos de quantia, 425 bilhões de reais. O Imposto de Renda fica na segunda colocação com 386 bilhões arrecadados.  No setor produtivo o ICMS, o imposto das eternas discórdias, tem essência federal mas é estadual,  é o campeão de arrecadação com 459 bilhões. Na categoria renda e propriedade o Imposto de Renda lidera o ranking. A previdência, com seus tributos relacionados, lidera a categoria “outros”.  No setor de Comércio Exterior o Imposto de Importação é o carro chefe da arrecadação.

Em resumo, caro leitor, serão mais de 2,7 trilhões de reais arrecadados, dinheiro de origem pública e a questão de todos esses anos é a mesma... O que é feito deste dinheiro? É fato que o Brasil está numa classificação ruim em termos de percentuais de impostos cobrados de sua população e a taxa de retorno em benefícios quando comparado a outros países. A plataforma CupomVálido publicou recentemente um levantamento sobre a carga tributária em outros países.

Nestes 20 anos diminuiu em 94 países, manteve-se a mesma em 13 e aumentou em apenas cinco dos pesquisados, com destaque para a China.Outros estudos apontam o Brasil como um dos países de maior carga tributária para sua população. Alguns países, onde a taxa de impostos é maior que a brasileira, são países com altíssimo IDH, ou seja, o retorno para a população é bem maior e com mais qualidade. Dinamarca, Finlândia, Bélgica, França e Itália  são exemplos de parceria ideal com suas populações quando se fala no retorno do Estado em benefícios e qualidade de vida para as pessoas, mesmo com um percentual alto de impostos cobrados.

Ou seja, enquanto algumas gestões públicas esbanjam manobras positivas capazes de criar uma excelente condição de vida para sua população, com o dinheiro arrecadado da própria população, outras esbanjam manobras com a sutil condição  "empurrando com a barriga”. Afinal, é a população que sempre paga a conta...

LAERCIO GRIGOLLO -  Privacy and Data Protection Níveis Essentials & Foundation  
CONSULTORIA EMPRESARIAL GRIGOLLO CONSULTING




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