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Mulher que matou marido em Lacerdópolis e colocou corpo no freezer confessa crime


Claudia Hoeckler prestou depoimento à Polícia nesta terça-feira.

Por Paulo Gonçalves
23/11/2022 às 06h36 | Atualizada em 24/11/2022 - 07h13
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Acompanhada dos advogados, a professora Claudia Tavares Hoeckler, 40 anos, foi interrogada na manhã desta terça-feira (22) pelo delegado Gilmar Antônio Bonamigo e confessou ter assassinado o marido Valdemir Hoeckler, de 52 anos, e ocultado o corpo no freezer em Linha São Brás, interior de Lacerdópolis. A mulher colaborou com as investigações, afirmou que agiu sozinha e revelou que o crime aconteceu no final da manhã de segunda-feira, dia 14.

A mulher contou que controlava os remédios do marido e ministrou três comprimidos que fez com que ele dormisse. Depois amarrou os pés e as mãos, colocou uma sacola plástica na cabeça e enrolou uma câmara de pneu no pescoço e o sufocou com as mãos. O homem conseguiu se desvencilhar de uma mão, mas ela continuou pressionando a boca e o nariz com a sacola e aos poucos o marido perdeu o sentido e morreu.
A professora alega que depois disso ficou um longo tempo pensando o que faria com o corpo, foi então que resolveu colocar dentro do freezer. Afirma que usou cobertores por baixo do corpo para levantá-lo, mas como não conseguiu tentou com um tonel de óleo, também sem êxito, então encostou uma cadeira na cama, o freezer, a máquina de lavar roupas e o armário até que conseguiu colocá-lo dentro do eletrodoméstico. 
Depois de esconder todos os vestígios do crime, partiu para o encontro com as professoras em Abdon Batista o qual teria motivado o crime, uma vez que segundo ela, o homem proibiu que fosse, do contrário a mataria. Ela alegou que sofria muitas ameaças e também a sua filha, por isso tomou a decisão. 

“Num primeiro momento a confissão e a exposição dela atendeu a nossa expectativa do interrogatório e serão feitas novas diligências complementares, aguardamos os laudos para posterior conclusão da investigação”, destacou Bonamigo.

O delegado informou que os médicos legistas ainda não apresentaram o laudo, pois até o momento não foi possível identificar se a causa da morte foi por asfixia ou algum produto utilizado (veneno). A mulher está presa temporariamente no Presídio de Joaçaba.
 
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Fonte: Rádio Capinzal




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