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"Saímos com água no peito", relata concordiense sobre o drama de ter a casa invadida pela enchente em São João Batista


Cidade teve precipitação de aproximadamente 300 milímetros nos últimos três dias.

Por Ederson Vilas Boas
02/12/2022 às 06h00 | Atualizada em 02/12/2022 - 16h23
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Várias regiões estão sofrendo com os autos volumes de chuva que atingem Santa Catarina desde o final de semana. O município de Schoereder, no norte do estado, até a tarde desta quinta-feira (1) era o município com mais precipitação, aproximadamente 600 milímetros em quatro dias, conforme a Defesa Civil.

Outra cidade que vem sofrendo é Santo Amaro da imperatriz, na região metropolitana de Florianópolis. Águas Mornas, Angelina, São João Batista, Nova Trento são outras cidades que tiveram muitos prejuízos, devido a enchente e os moradores foram alertados pela Defesa Civil sobre a possibilidade da água continuar subindo.

Em São João Batista, na grande Florianópolis, uma imagem que percorreu o país foi de bois sendo arrastados pela água. A cidade está praticamente toda alagada. O concordiense, Wagner Dahmer que reside no município desde 2014, relata que é impressionante o que está acontecendo na cidade. Ele afirma que moradores mais antigos relatam da enchente de 2011, mas em que em momento algum foi do tamanho desta deste ano. “Não chegou ser tão violenta e tão rápida quanto esta. Hoje foi muito cruel”, conta ele.

Wagner explica que reside a mais de um quilômetro do Rio Tijucas que passa pela cidade e, mesmo assim a água subiu mais de um metro e meio de altura. Ele destacou que teve pouco tempo para retirar alguns pertences de casa e em 40 minutos estava tudo alagado. “Tive pouco tempo de tirar algumas coisas, encher uma mochila de roupa, documentos e sair. Eu nem fui na minha casa ainda porque a água está batendo no peito. Vamos aguardar até amanhã de tarde, quando a água estiver na cintura pra ver como está a situação”.

Umas das preocupações do concordiense era os animais de estimação que estavam em casa. “Tenho três cachorros pequenos que adotamos, eu e minha esposa tiramos eles, levamos num ponto mais alto, pegamos as coisas e saímos com a água na altura do peito”.

Wagner Dahmer explicou que fora o que ele conseguiu tirar de casa, o resto deve ter perdido. “E pouco tem o que fazer, pois a Defesa Civil mandou evacuar. Ficamos no aguardo, esperar a água baixar, voltar para a residência, contabilizar os prejuízos. Bola pra frente. A gente não espera isso, mas estas são as dificuldades que a vida nos impõe e vamos aprendendo. Enquanto tivermos saúde tem que correr atrás das coisas”, lamenta o concordiense.

                  Foto: Wagner Dahmer/ Foto Rua que reside

                  Foto: Wagner Dahmer/ Foto Rua que reside
 
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