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​REONERAÇÃO


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Por Lucas Villiger
04/03/2023 às 06h03
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Pois caro amigo leitor, não demorou muito para voltar a cobrança dos impostos sobre os combustíveis, a reoneração, ou seja, onerar novamente os consumidores de combustíveis como a gasolina, que foi ajustada em 0,47 centavos e o etanol em 0,02 centavos de reais por litro e com um impacto na bomba para o consumidor de 0,67 centavos, confirmando assim   a expectativa de aumento da arrecadação para os cofres do governo na ordem de 28,9 bilhões de reais em receitas. Soma-se isso com as receitas que virão da taxação sobre as exportações do petróleo cru e o cofre ficará abarrotado de dinheiro para pagar uma conta de acomodações políticas,  oque já se esperava.   A taxação sobre a exportação de petróleo é um novo imposto, com alíquota definida de 9,2% onde se espera um resultado de mais 7 bilhões de reais. Essa taxação é um modelo da Argentina, portanto uma cópia no mínimo irresponsável se avaliarmos que o modelo econômico do país vizinho é fracassado e a taxação é usada cada vez que os cofres públicos precisam de dinheiro. Tanto que segundo alguns economistas, a prática de taxar commodities é um precedente perigoso, hoje o governo decidiu taxar a exportação do petróleo e amanhã poderá taxar o minério de ferro ou a soja.  A medida anunciada trará resultados ruins para a balança comercial e para a competitividade do produto brasileiro. Portanto caro leitor, essas são até agora, as principais medidas econômicas propostas pelo ministério da fazenda, uma parte do pacote de medidas anunciadas em janeiro para tentar diminuir o déficit das contas públicas.  Por parte da Petrobrás,  espera-se  que a cúpula de comando da empresa se reúna em abril para discutir a política de preço, mas que se diga a bem da verdade, até agora não tem honrado a  política de paridade internacional  já que o seu combustível esta sendo vendido a 7% mais caro que no mercado internacional. Nenhum país consegue funcionar assim com esse abismo de interesses que separam a população civil da população política, considerando que uma só quer ter o seu poder de compra recuperado para voltar a ter uma vida mais digna em relação as suas necessidades básicas e a outra quer mais dinheiro para pagar o déficit das contas públicas que eles mesmos extrapolam. E no meio desses dois viés tem uma petroleira brasileira que abocanhou um resultado positivo histórico, conquistando  o posto de maior pagadora de dividendos do mundo no segundo trimestre do ano passado. A Petrobrás distribuiu 9,7 bilhões de dólares em proventos aos seus acionistas, superando gigantes globais como a Nestlé, a Allianz e a Microsoft. Reiterando o que eu  já disse caro leitor,  nenhum país consegue funcionar assim, sem que os respingos negativos alcancem a camada trabalhadora e produtiva do país, abalando a sua própria sustentabilidade  econômica.


Fonte: CONSULTORIA EMPRESARIAL GRIGOLLO CONSULTING




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