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Justiça

Corpo em freezer: Justiça considera improcedente exumação do corpo de Valdemir Hoeckler


Claudia Tavares Hoeckler deverá ser levada a julgamento por júri popular.

Por Rafael Martini
24/03/2023 às 06h00 | Atualizada em 24/03/2023 - 20h42
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A Justiça da Comarca de Capinzal considerou improcedente a exumação do corpo de Valdemir Hoeckler, 52 anos, assassinado pela ex-mulher e escondido em um freezer da residência do casal, crime ocorrido em Lacerdópolis. A decisão ocorreu após o advogado de defesa de Claudia Tavares Hoeckler, de 40 anos, ingressar com um pedido para exumação do corpo do ex-marido.

A defesa de Claudia alegou a justiça que gostaria de obter mais informações referentes a causa da morte que não foi indicada no laudo oficial do Instituto Médico Legal. No corpo da vítima foram encontrados vestígios de medicamento para dormir. Ainda, o advogado Marco Alencar, chegou alegar no recurso que ela pode nem mesmo ter matado Valdemir, embora tivesse a intenção, mas que pode ter colocado o homem ainda vivo dentro do freezer ou ele ter sofrido um mal súbito.

O crime chocou a cidade, onde o casal era bastante conhecido. Conforme a polícia, a mulher deu sonífero para o marido, que era um homem forte, para poder amarrá-lo pelos pés e pelas mãos. Em seguida, ela usou uma sacola plástica para matá-lo por asfixia. A mulher disse à polícia que levou cerca de duas horas para conseguir colocar o corpo no freezer. Para esconder o cadáver do marido, ela depositou sobre ele garrafas de refrigerantes.

Os familiares de Valdemir Hoeckler em Concórdia acompanham com expectativa os desdobramentos do processo-crime. Já Claudia, continua presa, recolhida em unidade de Chapecó, aguardando a primeira audiência de instrução do processo. Ela deverá ser levada a julgamento por júri popular.

Outra alegação da defesa é a de que Cláudia foi por muitos anos vítima de violência física, psicológica e até sexual praticadas pelo autor.




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