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​RODOVIAS OU RODOBURACOS


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Por Lucas Villiger
08/04/2023 às 06h00
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Foi destaque na semana que passou em diversos noticiários, a situação ruim e de quase abandono  das principais rodovias de Santa Catarina. E veja  amigo leitor que estamos falando de um estado com pouca extensão em malha rodoviária, com 2 mil e trezentos quilômetros de rodovias federais e aproximadamente 2 mil quilômetros de rodovias estaduais entre arteriais principais, primárias, secundárias e as chamadas coletoras.  De acordo com uma pesquisa realizada pela CNT, a avaliação das nossas principais rodovias federais e estaduais  foram destaque negativo,  quando da apresentação dos resultados do acompanhamento do estado geral dessas fundamentais vias de escoamento da produção de diversas regiões catarinenses. Mostra a pesquisa que  68,2% da malha rodoviária pavimentada de Santa Catarina foi classificada como regular, ruim ou péssima. Em alguns pontos a situação é tão crítica que para recuperar essas rodovias seria necessário um investimento de 2,24 bilhões de reais para ações emergenciais de restauração e reconstrução e mais 825 milhões para obras de manutenção e conservação.  Se o desleixo que acontece com o  nosso estado fosse num de maior extensão em malha rodoviária como Minas Gerais, que possui  9 mil e 200 quilômetros de rodovias federais e  22 mil quilômetros de estaduais a conta do descaso ficaria pior.  Se a melhoria das condições econômicas e de infraestrutura passam pelas estradas das diversas regiões de Santa Catarina, aqui no Oeste somos historicamente os mais prejudicados pela precariedade e falta de ação política que dê solução definitiva á esse problema.  A malha regional de rodovias que integra esse corredor é desasistida de manutenção e conservação, faltam pontos de duplicação, faltam pontes, sinalizações, travessias urbanas e alguns trechos das BRs 282, da 158, da 153 e da SC 283 estão em estado tão crítico que é lastimável ver o usuário escolher em qual buraco vai cair, porque fatalmente vai cair num buraco. A SC 283 está entre as rodovias mais perigosas do estado, sempre numa condição precária de conservação.  Sair de Concórdia em direção a Seara é uma aventura, se você for adiante até Chapecó é aventura selvagem e se continuar até Itapiranga é uma aventura extrema ... Problemas em projetos, editais, a demora no repasse dos recursos e principalmente as fraudes características nesse setor  fazem  com que a vida dos usuários seja cada dia pior e tornam as estradas um eterno canteiro de obras inacabadas. Enquanto isso,  na governança  pública o governo estadual culpa o federal que culpa o estadual e assim os buracos seguem aumentando.
 


Fonte: CONSULTORIA EMPRESARIAL GRIGOLLO CONSULTING




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