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Trabalhadores da CIDASC aprovam indicativo de greve após imposição de nova escala pela presidência


Trabalhadores exigem revogação da Portaria 02/2026.

Por Lucas Villiger
02/03/2026 às 16h34
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Os trabalhadores da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) decidiram, em Assembleia Geral Extraordinária realizada virtualmente nesta quinta-feira (26), entrar em estado de greve. A decisão é uma resposta direta à postura da presidência da companhia, que oficializou a mudança nas escalas de trabalho enquanto a categoria ainda debatia o tema.

O Estopim do Conflito

A assembleia, organizada pelo SINDASPI, tinha como pauta central a resistência contra o fim da escala de 24x96. No entanto, o clima de negociação foi interrompido por uma medida unilateral da gestão. Durante a tarde, enquanto os trabalhadores discutiam os rumos do movimento, a presidência da Cidasc emitiu uma Ordem Executiva determinando, em definitivo, a implementação das escalas de 12x36 e 12x48.

A manobra foi recebida pelos funcionários como um ato de intransigência e falta de diálogo. Para o sindicato, a imposição ignora as particularidades da rotina técnica da companhia e desvaloriza o bem-estar dos trabalhadores.

Reivindicações e Próximos Passos

Com a aprovação do indicativo de greve, a categoria agora se mobiliza em torno de um objetivo claro: a revogação imediata da Portaria 02 de 2026.

"A unanimidade na votação reflete o tamanho da indignação da base. Não aceitaremos que decisões que impactam profundamente a vida do trabalhador sejam tomadas de cima para baixo, sem considerar a realidade do campo", afirmou a liderança sindical durante a transmissão.

Principais pontos da mobilização:

Revogação da Portaria 02/2026: Fim da imposição das escalas de 12 horas.

Manutenção da escala 24x96: Garantia do regime de trabalho histórico da categoria.

Abertura de canal de diálogo real: Cobrança por negociações que respeitem a voz do trabalhador.


Confira a nota completa:
Nota Pública

Os Auxiliares e Agentes Agropecuários da CIDASC sempre estiveram na linha de frente da defesa sanitária animal e vegetal em Santa Catarina.

Ao longo de décadas de trabalho técnico, responsável e comprometido, contribuíram para que o Estado se tornasse referência nacional e internacional na comercialização e exportação de produtos de origem animal e vegetal.

Foi esse trabalho que garantiu, até então, à Santa Catarina o status de único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, assim como o controle de acesso de pragas e doenças aos pomares e lavouras catarinenses, assegurando segurança alimentar e sanidade animal e vegetal, resultando em credibilidade internacional e impacto direto e positivo no PIB catarinense.

Apesar desse histórico, a atual gestão da empresa, de forma unilateral e intransigente, promove alterações profundas nas escalas, jornadas e locais de trabalho, atingindo diretamente mais de 450 famílias espalhadas por todo o Estado.

As mudanças impostas desestruturam completamente a vida dos trabalhadores, sem qualquer diálogo, estudo técnico ou respeito às condições humanas mínimas de trabalho.

Mais grave ainda: anuncia-se a intenção de exigir que empregados desempenhem suas funções dentro de veículos, sem qualquer garantia de atendimento às necessidades fisiológicas básicas, afrontando a dignidade humana, a legislação trabalhista e as normas de saúde e segurança do trabalho.

Ao mesmo tempo em que se divulga um investimento de 44 milhões de reais, nada é apresentado em termos de valorização, respeito ou reconhecimento àqueles que efetivamente construíram e sustentam a potência sanitária e econômica de Santa Catarina.

Pelo contrário: direitos são retirados, condições são precarizadas e o diálogo é substituído pela imposição.

Diante desse cenário, os auxiliares e agentes agropecuários da CIDASC informam que, a partir de quinta-feira, dia 26 de fevereiro de 2026, entram em estado de greve.

O aviso formal de greve já foi devidamente encaminhado à empresa.

Este comunicado tem como objetivo informar o que está sendo feito com os trabalhadores, auxiliares e agentes agropecuários da CIDASC, que, ao longo de décadas, também protegeram o patrimônio sanitário, econômico e social do Estado de Santa Catarina.




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