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Agropecuária
Única cidade de SC produz carne suficiente para alimentar o Brasil 14 vezes
Chapecó lidera a produção de carnes e concentra os abates de suínos, frangos.
O total reúne: suínos, frangos, perus e bovinos. De acordo com Alexandre Luís Giehl, analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, apesar do protagonismo na produção, não é possível afirmar que o município seja o maior exportador de proteína animal de Santa Catarina.
Isso ocorre porque a metodologia utilizada para registrar exportações considera apenas o município onde está sediado o CNPJ da empresa exportadora, e não necessariamente o local onde o produto foi produzido.
Metodologia das exportações pode distorcer origem da produção
Conforme Giehl, o sistema do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) registra como origem da exportação apenas a sede da empresa responsável pela venda ao exterior.
Na prática, muitas companhias criam CNPJs específicos para exportação, geralmente instalados próximos a portos. Em Santa Catarina, por exemplo, grande parte dessas holdings tem sede em Itajaí, no Litoral Norte.
Com isso, produtos fabricados em diferentes regiões do estado acabam sendo contabilizados como exportados a partir desse município, o que pode gerar distorções na identificação da origem da produção.
Produção supera em mais de 50% a do segundo colocado
Mesmo sem dados consolidados que permitam posicionar Chapecó em um ranking nacional, o município aparece com ampla vantagem dentro do estado.
Segundo estimativas da Epagri/Cepa, o segundo município catarinense em volume de produção apresenta resultado mais de 50% inferior ao registrado em Chapecó.
Para Giehl, esse cenário evidencia a forte concentração da cadeia produtiva de proteína animal no município e na região Oeste de Santa Catarina.
Suinocultura é o principal destaque
O maior peso na produção local vem da carne suína. Conforme o analista da Epagri/Cepa, em 2025 cerca de 4,39 milhões de suínos foram abatidos em Chapecó, o que representa 26,5% de todos os animais produzidos em Santa Catarina.
Em termos de volume, a produção chegou a aproximadamente 410,5 mil toneladas de carne suína (equivalente carcaça), garantindo ao município a primeira posição no ranking estadual.
Giehl destaca ainda que apenas uma pequena parcela dos animais abatidos foi criada no próprio município. Dos suínos processados no ano passado, 38,9 mil foram produzidos na zona rural de Chapecó, enquanto a maioria veio de dezenas de municípios da região e até de outros estados.
Avicultura também tem participação relevante
A produção de carne de frango também possui participação importante na cadeia produtiva local. Em 2025, foram abatidos em Chapecó cerca de 50,4 milhões de frangos, o que representa 5,5% da produção estadual.
A produção estimada de carne de frango nos frigoríficos do município chegou a 105,8 mil toneladas no período.
No ranking catarinense, Chapecó aparece na 7ª posição em volume de abates de frangos. A liderança estadual é ocupada por Capinzal, com cerca de 103,3 milhões de aves abatidas.
Chapecó concentra toda a produção de perus em Santa Catarina
Outro segmento relevante é o de carne de peru. Conforme dados apresentados por Giehl, em 2025 foram abatidas em Chapecó cerca de 8,9 milhões de aves, resultando em uma produção estimada de 70,7 mil toneladas de carne (equivalente carcaça).
O município é o único de Santa Catarina que realiza o abate dessa espécie, sendo responsável por 100% da produção estadual de carne de peru.
Além disso, Chapecó também figura entre os principais polos nacionais de produção dessa ave, reforçando a importância do município na cadeia brasileira de proteína animal.
Produção de carne bovina tem participação menor
No caso da carne bovina, a participação de Chapecó na produção estadual é mais modesta. Conforme o analista da Epagri/Cepa, em 2025 foram abatidos cerca de 7 mil bovinos no município, com produção estimada de 1,6 mil toneladas de carne bovina (equivalente carcaça).
Nesse segmento, diversos outros municípios catarinenses apresentam volumes significativamente maiores de abate.
Giehl explica que parte dos bovinos criados na zona rural de Chapecó acaba sendo encaminhada para frigoríficos localizados em outras cidades e regiões para o processamento.
Mesmo com participação menor nesse segmento, os dados foram incluídos no cálculo da produção total do município, que mantém Chapecó como principal polo produtor de carnes de Santa Catarina.
Fonte: ND+
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