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Economia

Gasolina se aproxima de R$ 7 em Concórdia e preocupa consumidores


Levantamento mostra que litro da comum já chega a R$ 6,89; cenário internacional pressiona preços.

Por Rafael Martini
12/03/2026 às 07h14
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O preço da gasolina continua elevado em Concórdia. Pesquisa realizada pela reportagem da Rádio Rural na manhã desta quarta-feira (11) em sete postos de combustíveis do município apontou que o litro da gasolina comum já chega a R$ 6,89.

Na média dos estabelecimentos pesquisados, o preço da gasolina comum está em R$ 6,65 por litro. Já a gasolina aditivada pode ser encontrada por até R$ 7,04, com média de R$ 6,77 entre os postos consultados.

De acordo com o levantamento, os valores da gasolina comum variam de R$ 6,49 a R$ 6,89 na cidade. No caso da gasolina aditivada, os preços encontrados também iniciam em R$ 6,49, podendo chegar a R$ 7,04, dependendo do estabelecimento.

O último ajuste anunciado pela Petrobras para a gasolina ocorreu em janeiro de 2026, quando a estatal reduziu em R$ 0,14 por litro o preço do combustível vendido às distribuidoras — uma queda de 5,2%. Apesar disso, o valor final nas bombas pode variar ao longo das semanas, já que o repasse ao consumidor depende de outros fatores, como custos de distribuição, logística, impostos e política de preços das revendas.

Cenário internacional pressiona mercado

Nos últimos dias, o mercado global de petróleo tem sido impactado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. Após ataques do Irã, a cotação do barril chegou perto de US$ 120 na reabertura do mercado na segunda-feira (9), recuando posteriormente para cerca de US$ 105.

Na semana anterior, o petróleo havia fechado em torno de US$ 92, já representando forte alta em relação aos cerca de US$ 72 registrados antes da ofensiva militar envolvendo Estados Unidos e Israel na região.

A situação se torna ainda mais delicada com o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Além disso, ataques a refinarias e bases de produção em países como Emirados Árabes Unidos e Kuwait também têm contribuído para aumentar a tensão no mercado internacional.

Especialistas apontam que, caso o conflito se intensifique e a oferta global de petróleo seja afetada, os preços dos combustíveis podem sofrer novos impactos nas próximas semanas, refletindo também nas bombas dos postos brasileiros, impactando também em Santa Catarina.




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