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Justiça

Duas mulheres presas por tráfico de drogas são liberadas após audiência de custódia em Concórdia


Suspeitas foram flagradas com entorpecentes e rádio clandestino usado para monitorar a polícia.

Por Rafael Martini
14/04/2026 às 07h01
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Duas mulheres presas em flagrante na noite de domingo (12), em Concórdia, por envolvimento com o tráfico de drogas e crimes ligados às telecomunicações, foram liberadas após passarem por audiência de custódia. A decisão judicial concedeu liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares.

A prisão foi realizada pela Polícia Militar no estacionamento de um supermercado localizado na região central do município. As suspeitas estavam em um veículo de passeio quando foram abordadas. Durante a revista pessoal, os policiais encontraram porções de cocaína e maconha escondidas nas roupas e nos calçados das mulheres.

Na sequência, os agentes realizaram diligências até a residência das envolvidas. No local, foi encontrado um rádio comunicador operando de forma clandestina na mesma frequência utilizada pela Polícia Militar. Segundo as autoridades, o equipamento, que não possuía registro legal, era utilizado para monitorar ações policiais, o que poderia facilitar práticas criminosas.

Ao todo, foram apreendidos cerca de 27 gramas de maconha, 7 gramas de cocaína, além de três aparelhos celulares e um rádio amador.

Após serem conduzidas à Delegacia de Polícia Civil, as duas permaneceram à disposição da Justiça até a realização da audiência de custódia. Na ocasião, o Judiciário determinou a concessão de liberdade provisória, condicionada ao cumprimento de medidas como a proibição de deixar a comarca sem autorização, restrição de frequentar determinados locais e recolhimento domiciliar em horários específicos.

Uma das investigadas também deverá utilizar tornozeleira eletrônica por prazo determinado, como forma de garantir o cumprimento das medidas impostas.

As duas mulheres irão responder pelos crimes de tráfico de drogas, desenvolvimento clandestino de atividade de telecomunicação e interceptação indevida de comunicações. O caso segue em investigação.




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