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Debate sobre fim da escala 6x1 exige mais diálogo e cautela, defende vice-presidente da FIESC
OUÇA: Alerta é para impactos econômicos da proposta e pede discussão ampla após o período eleitoral.
Em entrevista ao programa Visão Geral da Rádio Rural, na manhã desta sexta-feira (17), o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) para o Alto Uruguai Catarinense, Álvaro Luís de Mendonça, defendeu que o tema seja debatido com mais profundidade e após o período eleitoral.
Segundo Mendonça, a proposta precisa envolver todos os setores impactados, incluindo indústria, comércio, prestação de serviços e os próprios trabalhadores. É importante que isso seja feito de maneira clara e objetiva, ouvindo todos os entes envolvidos. Muitos trabalhadores dependem das 44 horas semanais por conta da remuneração, destacou.
O dirigente também criticou a condução do debate em ano eleitoral, classificando a proposta como eleitoreira. Para ele, decisões dessa magnitude exigem mais tempo e responsabilidade. Esse tipo de projeto pode trazer problemas sérios para setores que operam em regime contínuo, como hospitais, supermercados e postos de saúde, onde o atendimento é 24 horas, afirmou.
Outro ponto levantado pelo vice-presidente da FIESC é o impacto financeiro nas empresas. Ele explica que, mesmo com a redução da jornada, os custos permaneceriam baseados nas 44 horas, gerando aumento nas despesas. Estamos falando de um acréscimo médio de 11% na folha da indústria e até 13,5% na construção civil. Isso inevitavelmente será repassado ao consumidor final, alertou.
Mendonça ainda chamou atenção para o peso dos encargos trabalhistas no Brasil. Segundo ele, os custos adicionais praticamente dobram o valor pago ao trabalhador. Hoje pagamos quase 100% de encargos sobre o salário. Isso encarece a mão de obra e impede que o trabalhador receba mais. Precisamos rever esses custos para melhorar a renda sem penalizar as empresas, defendeu.
Ao final, o representante reforçou a necessidade de um debate mais amplo e responsável. Tudo que é feito a toque de caixa acaba gerando prejuízos lá na frente. E, infelizmente, quem paga essa conta é a população, concluiu.
Confira o áudio:
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