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OUÇA: FETRANCESC cobra agilidade em obras das SCs 283 e 355 e aponta prejuízos ao Oeste catarinense
Presidente afirma que atrasos em contratos penalizam a região e defende revitalização completa.
Sobre a SC-283, Schneider destacou que o trecho entre Concórdia e Arabutã já está concluído, porém a maior preocupação está na obra entre Seara e Arvoredo, que, segundo informações repassadas pelo secretário de Estado da Infraestrutura, Ricardo Grando, apresenta um ritmo considerado muito lento.
De acordo com o presidente da FETRANCESC, o Governo do Estado acompanha a execução e cobra avanços da empresa responsável, mas evita uma rescisão contratual neste momento por conta da possibilidade de uma disputa judicial e de novos atrasos na conclusão dos serviços.
“É uma obra extremamente importante e estratégica para o Oeste. O Estado entende que uma ruptura contratual poderia gerar ainda mais demora, por isso a decisão tem sido administrar a relação e exigir que a empreiteira avance na execução”, afirmou Schneider.
Ele também citou a situação da SC-355, no trecho entre Jaborá e o entroncamento com a BR-282, em Catanduvas, onde houve a rescisão do contrato com a empresa responsável e aplicação de penalidades pelo descumprimento do acordo. Agora, segundo Schneider, o Estado deverá realizar um novo processo licitatório, sem uma previsão definida para a retomada das obras.
“O grande problema da rescisão é que todo o processo precisa começar novamente. A expectativa é que haja empenho do Governo do Estado para dar celeridade, pois essa paralisação tem causado impactos significativos para a região”, ressaltou.
Ainda durante a entrevista, Dagnor Schneider lamentou o histórico déficit de infraestrutura enfrentado por Santa Catarina, tanto em rodovias estaduais quanto federais, e avaliou que o Oeste acabou sendo prejudicado por contratos que não avançaram no ritmo esperado.
Questionado sobre o trecho da SC-283 entre Arabutã e Seara, que teve mudanças em relação ao projeto original de revitalização completa, o presidente da FETRANCESC afirmou não possuir detalhes sobre o que será efetivamente executado pelo Estado. No entanto, defendeu a mobilização das lideranças políticas, entidades e da sociedade civil organizada para garantir que a região receba uma obra definitiva.
Segundo ele, pode haver inicialmente uma intervenção paliativa, mas é necessário que o Governo do Estado assuma o compromisso de realizar uma revitalização completa no trecho, nos mesmos moldes da obra executada entre Arvoredo e Chapecó.
“A região merece uma rodovia em boas condições, pois possui uma atividade econômica muito forte e depende dessas ligações estaduais para o desenvolvimento e a movimentação do transporte”, concluiu Dagnor Schneider.
Confira o áudio:
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